Recomendação de associação americana aponta que 82% dos ácidos graxos do coco são saturados e aumentam riscos de doenças cardíacas

Recomendações publicadas nesta sexta-feira (16/6) pela Associação Americana do Coração (AHA, em inglês) afirmam que, ao contrário do que muita gente acredita, o óleo de coco não é mais saudável que outros tipos de gordura. A entidade afirma, nas notas, que estudos vêm demonstrando que utilizar o óleo de coco não é muito diferente de usar manteiga ou consumir gordura da carne, por exemplo.

[relacionadas artigos=”95701″]

Segundo a AHA, 37% dos nutricionistas e 72% do público geral consideram o óleo de coco um alimento saudável, o que indica, para a entidade, que existe uma desconexão entre o senso comum e os especialistas, o que pode ser explicado, apontam, pela publicidade em torno do produto.

O óleo de coco, no entanto, provoca o mesmo efeito de outras gorduras e derivados do leite: aumenta as lipoproteínas de baixa densidade (LDL), que ficam o colesterol nas artérias e, com isso, aumentam o risco de doenças cardíacas, segundo um dos estudos citados pela AHA, da Escola de Saúde Pública em Harvard em Boston, Massachusetts.

A recomendação é que a população, em vez de consumir óleo de coco, substitua gorduras saturadas por óleos mono ou poli-instaurados – que podem ser encontradas em óleos vegetais e aceite. De acordo com a AHA, essa substituição reduz em até 30% os riscos de desenvolver doenças. No caso do derivado do coco, 82% de seus ácidos graxos são saturados.