Parlamentares do Legislativo Municipal mudaram de sigla até o último dia disponível, em meio a judicialização, fusão partidária e acordos para deixarem as suas respectivas siglas

Mesmo sem “janela partidária” e com risco de perder o mandato como adiantado pelo Jornal Opção, oito vereadores dos 35 parlamentares eleitos para a Câmara Municipal de Goiânia trocaram de partido durante o segundo ano do mandato, visando concorrer às eleições gerais deste ano, ou simplesmente para fortalecer a base do partido do prefeito Rogério Cruz (Republicanos), que passa a contar com quatro parlamentares, após receber três novas filiações e perder dois parlamentares. 

Com as movimentações, o Republicanos que fez três cadeiras em 2020, Isaias Ribeiro, Sargento Novandir e Leandro Sena, volta a contar como a segunda maior bancada da Casa, com quatro vereadores. O partido perdeu os vereadores Leandro Sena e Sargento Novandir, mas recebeu filiações do vice-presidente da Câmara Municipal, Clécio Alves (ex-MDB), da vereadora Sabrina Garcêz (ex-PSD) e do vereador Léo José (ex-PTB).  

Apesar da saída de Clécio do MDB, o posto de maior bancada continua sendo o da sigla. A legenda, que fez seis cadeiras com 73.740 votos em 2020, possui agora cinco vereadores, entre eles o líder do Governo Rogério Cruz na Casa, Anselmo Pereira. 

Empatado com o Republicanos com quatro cadeiras também está o PRTB. Não perdeu nenhum parlamentar e deu boas-vindas aos vereadores Leandro Sena (ex-Republicanos) e Anderson Sales-Bokão (eleito pelo Democratas/União Brasil). Entretanto, o partido pode perder as duas cadeiras que fez em 2020, caso Bruno Diniz e Santana Gomes tenham seus diplomas cassados por causa do descumprimento das cotas de gênero. Antes não havia uma terceira maior bancada na Casa, pois os partidos Avante, DC, Patriota, PMB (hoje Brasil 35), PSD e o próprio PRTB tinham cada um dois parlamentares eleitos. 

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Com a filiação do Sargento Novandir (Avante), o Avante possui agora três parlamentares, se consagrando como uma das maiores bancadas da Casa, visto que não perdeu nenhum vereador. O PMB, que recebeu a filiação de Ronilson Reis (ex-Podemos), também permanece na mesma colocação, pois manteve os dois vereadores eleitos nas eleições de 2020.

Com duas cadeiras ficaram o Patriota, que não perdeu nenhum parlamentar; o PSD, com a saída de Sabrina Garcêz e com a chegada do vereador Lucas Kitão (ex-PSL) e o DC, o qual manteve os dois parlamentares eleitos.  

Com um vereador apenas ficou o Cidadania, o PSDB, o PT, o PDT, o PL, o PSB, o Progressistas, o PTC, o Solidariedade e o PSC. Podemos e PTB, que fizeram apenas uma cadeira, perderam os parlamentares neste período e não terão mais representatividade na Casa. Mesmo caso do União Brasil (fruto da fusão entre PSL e Democratas). A sigla perdeu os dois parlamentares eleitos em 2020, Lucas Kitão, que foi eleito pelo PSL, e Anderson Sales-Bokão, que foi eleito pelo Democratas. Ambos, diferentemente dos demais parlamentares, tiveram a “janela” por causa da fusão entre as duas siglas e tiveram a brecha na Justiça Eleitoral.  

Com todas as movimentações, veja abaixo como ficou a representatividade partidária na Câmara Municipal de Goiânia: 

Partido Bancada em 2021 Bancada em 2022 
MDB 
Republicanos 
Patriota 
PSD 
PRTB 
DC  
PMB 
Avante 
Cidadania 
PSL (União Brasil) 
Democratas (União Brasil)  
Podemos 
PSDB  
PT 
Solidariedade 
PL 
PSC 
PTB  
PTC 
PSB 
PDT 
Progressistas  
Nova composição da Câmara Municipal após a “janela”