Obras do projeto Macambira-Anicuns devem ser retomadas em dez dias

*Colaborou Ketllyn Fernandes

Prefeito assinou nesta quarta-feira ordem de serviço com o grupo Consórcio Construtor Puama, responsável pela execução de serviços de construção civil, paisagismo, arquitetura e urbanização

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Prefeito Paulo Garcia à esquerda e parte do projeto Macambira-Anicuns à direita | Foto: Divulgação

Iniciadas no primeiro semestre de 2012 e paradas em setembro do mesmo ano por conta do abandono da empreiteira vencedora da primeira licitação (a Empresa Sul Americana de Montagem S.A), a retomada das obras do programa Macambira-Anicuns foi confirmada nesta quarta-feira (27/8) por meio de ordem de serviço assinada pelo prefeito Paulo Garcia (PT). De acordo com informações da prefeitura, a primeira etapa deve começar a ser executada em dez dias e ser concluída dentro de dois anos ao custo estimado de R$ 120 milhões aos cofres municipais.

O Consórcio Construtor Puama, liderado pela Sobrado Construção, em parceria com a Elmo Engenharia e a GAE Construção e Comércio, foi o único inscrito no processo licitatório. Na última sexta-feira (22/8), a Controladoria-Geral do Município já havia confirmado o contrato da proposta do grupo.

A GAE é a mesma empresa responsável pelas obras do complexo de viadutos Mauro Borges, entre as avenidas A e E com a Rua 88 e a Marginal Botafogo, parada desde maio por atrasos no pagamento.

Ainda segundo a prefeitura, as reformas e obras têm a intenção de melhorar a mobilidade urbana ao longo do Córrego Macambira, englobando as travessias da Avenida Joaquim Pedro Dias, Avenida Egirineu Teixeira e Avenida César Lattes.

O consórcio vai oferecer serviços de construção civil, paisagismo, arquitetura, urbanização, pavimentação, micro e macrodrenagem, bueiros, recuperação de fundos de vale e canais, correção de erosões e revegetação de Áreas de Preservação Permanente (APPs).

A primeira etapa do projeto será a execução do Parque Macambira Anicus (PAM), na nascente do Córrego Macambira, localizada no Setor Faiçalville. Nesta etapa também serão realizadas obras em 12 bairros da capital.

As obras do Macambira Anicuns  estavam paralisadas desde 2012. No início deste mês o petista já havia adiantado que os trabalhos do projeto seriam retornados em 15 dias.

Breve histórico do Puama
Projeção de como deve ficar o Parque Macambira Anicuns depois que as obras forem finlizadas | Foto: Divulgação

Projeção de como deve ficar o Parque Macambira Anicuns depois que as obras forem finlizadas | Foto: Divulgação

Idealizado em 2003 pelo então prefeito de Goiânia, Pedro Wilson (PT), o projeto visa a revolução urbana na capital, já que prevê a solução de problemas ambientais resultantes da ocupação desordenada do espaço urbano do município. A previsão inicial era de que em cinco anos as obras fossem finalizadas por completo –– o que pode não ocorrer por conta da desistência da primeira empresa licitada.

*Leia Mais: Entraves contratuais são os maiores obstáculos para a continuidade das obras

Trata-se de uma obra que atingirá 131 bairros de Goiânia, englobando as regiões Oeste, Noroeste e Norte, por meio de projetos interligados que se estenderão por aproximadamente 30 km. Estima-se que cerca de 3.500 moradores da região central serão beneficiados com a criação de áreas de lazer, como parques, áreas de recreação, sala de esculturas, pistas de caminhada, dez travessias para pedestres e ciclistas, além dos núcleos de “Estar”, que serão uma espécie de área de convivência, com banheiros, mesas e bancos.

Também consta no projeto a construção de aproximadamente 260 unidades habitacionais, que acomodarão famílias que vivem em áreas públicas ou de risco, próximas ao Ribeirão Anicuns e ao Córrego Macambira. Esses dois rios banham 70% da área urbana de Goiânia e correspondem à bacia hidrográfica mais importante localizada na capital.

As obras do projeto foram iniciadas no primeiro semestre de 2012 e paradas em setembro do mesmo ano por conta do abandono da empreiteira vencedora da primeira licitação, a Empresa Sul Americana de Montagem S.A (EMSA). A empresa sofreu algumas sanções pelo abandono das obras, previstas no contrato nº 001/2012, como aplicação de multa no valor de R$ 844.870,93, resultante de 3% do valor não executado das Ordens de Serviços emitidas mais o serviço a ser feito; além de mais R$ 442.769,25, fruto de indenização pelos prejuízos causados pela empresa e dos riscos ocasionados pela paralisação das obras.

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