Obras na Av. Goiás se iniciam e população se preocupa com impactos no comércio local

Secretário de Trânsito reconhece efeitos, mas pede que a sociedade tenha compreensão

Foto: Lívia Barbosa / Jornal Opção

As movimentações na Avenida Goiás para a construção do primeiro de três trechos do BRT na região central de Goiânia tiveram início na manhã desta terça-feira, 9. O Jornal Opção acompanha, neste momento, o trabalho das máquinas no local. 

Como mostrado anteriormente, os comerciantes localizados na Av. Goiás temem a baixa movimentação no período de obras, bem como o descumprimento dos prazos estipulados pela prefeitura de Goiânia. Além disso, muitos afirmam não terem sido avisados sobre a interdição.

É o caso de Daniel, que é proprietário de uma loja na região interditada e disse à reportagem que precisará se programar para encarar o desaparecimento dos clientes. “Ninguém terá a comodidade de parar o carro aqui na porta e o cliente não vai querer passar no meio desta bagunça”, afirmou.

Para ele, apesar de a prefeitura ter prometido trabalhar no local por um período de dois meses, a obra deve se estender para além disso. “Não acredito neste prazo. Essa obra já deveria ter terminado há muito tempo e está ai até hoje”, lamentou.

Já um comprador da região, que preferiu não se identificar, disse que para ele a situação é “ainda pior”: “Dependo da compra de materiais aqui região. Para mim é complicado porque tenho que estacionar lá embaixo. Eu não sabia dessa obra, cheguei aqui e me deparei com tudo isso”. Questionado sobre o cumprimento dos prazos estipulados pelo Poder Público, disparou: “isso é obra para, no mínimo, cinco ou seis meses”.

SMT

O secretário Municipal de Trânsito Transporte e Mobilidade, Fernando Santana, está no local e acompanha o andamento dos trabalhos. Ao Jornal Opção, Santana disse que tudo está “muito bem sinalizado” e descartou grandes impactos para a região. “Neste cruzamento (Av. Independência com Av. Goiás) circulam diariamente em torno de 37 mil veículos, porém, os que sobem a Goiás representam cerca de 10% desse total”, exemplificou.

O secretário também argumentou que as obras foram planejadas para causar o mínimo de impacto no comércio local. Primeiramente, segundo Santana, as obras serão realizadas de uma lado da pista e só depois de concluídas é que o sentido contrário será interditado: “Resolvemos dividir isso por partes para dar uma condição mínima das pessoas acessarem a Goiás. Obviamente os impactos existem e prejudicam um pouco, mas a sociedade precisa participar do processo e ter compreensão”, disse.

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