Obras do BRT devem demorar mais após empresa desistir de contrato, diz Rogério Cruz

Prefeito de Goiânia afirmou que após o distrato, nova solicitação será realizada para continuação da obra

Durante balanço do primeiro ano de gestão do prefeito Rogério Cruz (Republicanos), realizado na manhã desta quarta-feira, 22, o chefe do Executivo Municipal explicou que, devido a desistência do Consórcio Corredor Norte-Sul, formado pelas empresas GAE, Sobrado e JM, obras podem demorar mais que o previsto para serem inauguradas. “Infelizmente teremos que aguardar o distrato para que possamos fazer uma nova licitação para o trecho 1 [que fica entre os terminais Isidória e Cruzeiro, na região Sul de Goiânia]”, acrescenta.

Ao falar de mobilidade, Cruz relembra que o trecho 2, localizado na região Noroeste da cidade, entre os terminais Isidória e Recanto do Bosque, deveria ter sido inaugurado no aniversário de Goiânia, comemorado no dia 24 de outubro. No entanto, a queda na cabeceira do viaduto da Avenida Perimetral e as chuvas teriam impedido que o objetivo se concretizasse. “Já quanto ao trecho 1, que é o sul, não tínhamos data de inauguração programada. Só temos 8% da obra concluída, como a empresa está deixando a obra, vamos fazer o distrato e fazer uma nova licitação”, complementa o republicano.

Rogério Cruz ainda chega a comemorar a aprovação, em segunda etapa, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) do projeto que modifica a administração do transporte coletivo em Goiânia, que ocorreu nesta terça-feira, 21. O objetivo é reestruturar a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), para que esta atenda outros municípios goianos, e fazer com que a tarifa paga pelos usuários seja flexível, com maior participação do poder público.

De acordo com o projeto de lei, o valor da tarifa seria entre R$6,50 e R$7, mas a tarifa paga pelo usuário permaneceria R$4,30. O prefeito de Goiânia, durante a coletiva, inclusive, garantiu que o valor continuará congelado para o consumidor no ano de 2022, assim como em 2021, sem qualquer reajuste de valor a ser pago pela população. Para que isso ocorra, a estratégia é que o poder publico deve dividir o valor restante de R$ 2,20 a R$2,50, por passageiro, entre o Estado e três municípios.

Todas essas mudanças, no entanto, especialmente pela garantia do não aumento da tarifa pelo consumidor, trarão benefícios a população, de acordo com Cruz. “Tudo que é inovação é importante, porque traz melhorias. Temos certeza que esse novo programa que vamos apresentar a população, juntamente com o governador Ronaldo Caiado (DEM) e os prefeitos da região metropolitana, trará assim benefícios a população, benefício aos usuários de transporte. Sobre a tarifa, em 2021, o valor ficou congelado, então a promessa foi cumprida, e em 2022 continuará congelado”, pontua. Ele ainda revela estar sendo estudada a possibilidade do pagamento de meia tarifa para quem trafega por distâncias curtas através do transporte coletivo.

“Os desafios de mobilidade sempre serão grandes, uma vez que a  cidade está crescendo, se desenvolvendo. Goiânia foi construída e projetada para 50 mil habitantes, e hoje tem mais 1,5 milhão, então são novos projetos que temos que realizar para a mobilidade, como esse programa de mudanças de vias do centro da cidade e o sistema do BRT. Temos que buscar várias alternativas e estamos buscando”, completou.

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