Obra de hipermercado em Goiânia vira alvo da polícia após construção de muro na rua

Engenheiro responsável foi conduzido à 1ª DP para prestar esclarecimentos sobre possível irregularidade na construção, que já é envolta por controvérsias

*Atualizada às 18h30 

A Polícia Civil conduziu, na tarde desta sexta-feira (2/6), à 1ª Delegacia de Polícia de Goiânia o engenheiro responsável pela obra do hipermercado Assaí Atacadista, localizado na Avenida Independência com a Avenida Contorno, no Centro da capital.

O profissional prestou esclarecimentos sobre a construção de um muro de madeira que foi erguido na Rua 66, ao lado da 1ª DP, no local onde a unidade está sendo construída.  Em entrevista ao Jornal Opção, o delegado Isaías Pinheiro, responsável pelo caso, disse que a construção “invadiu e arrancou o asfalto” da via, atrapalhando o tráfego de veículos e pedestres.

Segundo o titular, o engenheiro responsável pelo empreendimento argumentou à polícia que possui autorização para erguer o muro no local e reiterou que a obra conta com a aprovação da Prefeitura de Goiânia. Agora, a Polícia Civil deve investigar a viabilidade da construção junto à administração municipal e apurar se houve algum tipo de irregularidade. “Ele diz que tem o projeto e vamos averiguar”, explica Pinheiro.

Em nota resposta encaminhada à reportagem, a rede Assaí negou a acusação da polícia e afirmou que, na verdade, não houve invasão à rua. De acordo com a empresa, a divisória foi colocada “dentro dos limites do imóvel, visando a segurança de veículos e transeuntes locais. Confira o comunicado na íntegra:

O Assaí esclarece que não houve invasão na Rua 66, que apenas colocou tapumes provisórios de proteção para a execução de benfeitorias na calçada do empreendimento, visando a segurança de veículos e transeuntes locais.

Acrescenta ainda, que os tapumes estão dentro dos limites do imóvel e que após a rápida conclusão das obras a área será liberada.

Hipermercado Assaí

Outras denúncias

A obra do hipermercado atacadista na região é envolta por polêmicas, datadas antes mesmo do início da construção. Em fevereiro deste ano, o Jornal Opção já havia publicado controvérsia envolvendo a aprovação do projeto e a concessão do alvará de construção pela Prefeitura de Goiânia.

A Companhia Brasileira de Distribuição, responsável pela rede Assaí, ergue o estabelecimento na área da antiga Casa de Prisão Provisória (CPP) do Estado, em frente ao Parque Mutirama. O grupo recebeu pareceres e diretrizes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), pois a obra está localizada ao lado do edifício da antiga Escola Técnica de Goiânia, atual sede do Instituto Federal de Goiás (IFG), prédio tombado pela União.

Denúncia do vereador Delegado Eduardo Prado (PV) ao Ministério Público de Goiás (MPGO), entretanto, dá conta que as recomendações determinadas pelo Iphan foram “totalmente desrespeitadas”.

“Havia a proibição de movimentação do solo, como escavação ou abertura de valas, para a preservação do patrimônio arqueológico, bem como o cuidado com a estrutura da sede do Instituto Federal de Goiás (IFG), o que não aconteceu”, denunciou.

2 respostas para “Obra de hipermercado em Goiânia vira alvo da polícia após construção de muro na rua”

  1. Avatar Pinheiro disse:

    CIDADE “SEM LEI”, INVASÃO DO ESPAÇO PÚBLICO. É óbvio que as imagens dizem tudo. Aí tem peixada …. Falando em invasão, o supermercado moreirinha, do setor coimbra, apropriou de dois trechos de ruas para expandir seu pátio particular de estacionamento, com diminuição do espaço público na região, inclusive acessibilidade de uma escola pública que fica ao lado.

  2. Avatar Cláudia Vieira disse:

    Bom…
    Entretanto…
    Leiga como sou, sei que calçada foi feita para transitar pedestres e demais sociedades PNE em suas várias formas de conduzirem ou serem conduzidas. Em Goiânia, pouquíssimos locais, para não dizer raros, são planejados para ser utilizados por PNEs. E ainda nos resta, ouvir de um Engenheiro “do porte desse empreendimento”, dar uma declaração dessas.
    O que nos resta? É acreditar que realmente estamos no fim do mundo. E que quem não serve à sociedade/Deus, realmente utiliza de subterfúgios para tudo.
    É o verdadeiro consumismo, capitalismo a qualquer custo. Não se leva em conta a Justiça, a Lei, o bem estar da sociedade em geral, muito menos o bem estar da sociedade local, nem tampouco a ética profissional.
    No capitalismo infelizmente não se “vê”, profissionalismo e muito menos preocupação com o meio ambiente (fauna e flora).
    Terrível.
    A indignação não cabe no “peito”!
    O homem quer ser igual ou maior q Deus. Isso é humanamente impossível.
    E infelizmente, os menos favorecidos sofreram, sofrem e sofrerão!
    Que Jesus Cristo coloque as mãos sobre esses empresários e administradores.
    Que o desejo do homem não prevaleça,
    E sim, que a Justiça De DEUS seja feita.

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