Obama defende direito à educação de meninas em todo o mundo

Presidente dos EUA afirmou que Dia Internacional da Mulher é uma data para celebrar as mulheres e dedicar-nos a defender os direitos fundamentais

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu neste domingo (8/3), Dia Internacional da Mulher, o direito à educação das meninas e adolescentes no mundo. “Cada menina merece o nosso respeito e cada menina merece uma educação”, assinalou.

Este dia, afirmou, é “para celebrar as valiosas mulheres e meninas de todo o mundo, e para voltar a dedicar-nos a defender os direitos fundamentais e a dignidade de toda a gente”. O presidente e a primeira-dama, Michelle Obama, apresentaram esta semana o programa “Deixem que as meninas aprendam”, para promover a educação das 62 milhões de meninas e adolescente em todo o mundo que não frequentam escolas.

Obama defendeu que é preciso superar as “barreiras” que impedem essas menores de frequentarem a escola. Ele lamentou que, em muitas partes do mundo, “continue a se valorizar mais os seus corpos que as suas mentes”, algo que “está mal”, instando a comunidade internacional a atuar para reverter esta tendência.

O Governo dos Estados Unidos vai impulsionar, através de uma nova iniciativa, uma série de programas já existentes na África e no Médio Oriente, com o apoio da agência de cooperação Usaid [Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional], e que serão centrados na educação, saúde, nutrição e violência de gênero.

“Queremos assegurar que não seja negada a oportunidade de aprender a nenhuma menina do mundo”, afirmou, sublinhando que, quando as meninas recebem educação, o impacto positivo se reflete na sociedade, na economia e na estabilidade do país.

Ressaltou também que “os lugares onde se tratam as mulheres e as meninas como cidadãos plenos e iguais tendem a ser mais estáveis e mais democráticos”. A primeira fase do programa “Deixem que as meninas aprendam” irá abranger onze países: Albânia, Benin, Burkina Faso, Camboja, Geórgia, Gana, Moldávia, Mongólia, Moçambique, Togo e Uganda.

O governo espera conseguir apoio do setor privado e já solicitou ao Congresso US$ 250 milhões para financiar este projeto.

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