OAB faz vistoria na CPP para averiguar condições de advogados presos

Denúncia de defensora aponta condições degradantes em que ela seria alvo de assédio e estar alojada em situação semelhante a uma solitária

Advogada denuncia condições degrantes na CPP

Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) fizeram uma vistoria na Casa de Prisão Provisória (CPP), no Complexo Prisional Odenir Guimarães, em Aparecida de Goiânia, na manhã desta segunda-feira, 25, para averiguar denúncias sobre condições de advogados custodiados no local.

A vistoria foi realizada sem agendamento prévio em resposta à denúncia de uma advogada que aparece em vídeo denunciando condições degrantes na CPP. De acordo com o presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas, o advogado David Soares, caso seja constatado qualquer violação a OAB irá agir. A comissão ainda verificou as condições de custódia de outros advogados no local.

“Conversamos com todos os advogados que estão no local e anotamos as queixas. Sobre a advogada que fez as denúncias verificamos que ela está sozinha e tem direito a banho de sol. Goiás não possui sala de estado maior. Observamos que ela está psicologicamente abalada. Iremos verificar a denúncia. A OAB não admite qualquer violação a prerrogativas”, diz David Soares.

Denúncia

Em vídeo, divulgado em aplicativo de mensagem, uma advogada denuncia, em uma audiência judicial, condições degradantes em sua custódia na CPP. Ela relata conviver em ala não exclusiva para mulheres e ser alvo de assédio de outros detentos e de agentes prisionais.

Além disso, a advogada relata que passa 18 horas por dia na cela em sistema de “solitária”, sem acesso a ventilação adequada e ventilação. Além disso, ela diz que não tem direito a alimentação adequada e se encontra abalada psicologicamente. A mulher ainda diz conviver com ratos e cobras no local.

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