O que se sabe sobre o ataque hacker global que sequestrou sites de órgãos públicos no Brasil

Empresas privadas e instituições governamentais tiveram os dados roubados por um vírus que atingiu mais de 70 países em todo o mundo

Empresa fala em mais de 100 países atingidos por ataques cibernéticos | Fotos: Divulgação

Na última sexta-feira (12/5), usuários de internet em todo o mundo ficaram em estado de alerta por conta de um ataque kacker contra infra-estruturas de informática em mais de 70 nações, que afetou empresas privadas e instituições governamentais em diversas partes do mundo.

No Brasil, o ataque cibernético teria causado apenas “incidentes pontuais” em computadores de  servidores do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), segundo informações do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.

O Tribunal de Justiça do estado (TJSP) informou, por meio de nota, que alguns de seus computadores foram infectados e, por cautela, determinou que todas os demais equipamentos de informática fossem desligados. O órgão suspendeu por tempo indeterminado os prazos processuais.

A sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, adotou medidas preventivas ao tomar conhecimento do vírus global para “garantir integridade da rede de computadores e dados. O Ministério Público do Estado de São Paulo(MP-SP) também desligou os computadores por prevenção.

O vírus

Segundo uma nota da empresa russa Kaspersky, que produz softwares de segurança cibernética Avast, um dos mais utilizados no mundo, o ataque indiscriminado ocorreu através de um sistema de propagação que utiliza uma vulnerabilidade detectada nos sistemas operacionais da Microsoft.

O ciberataque utiliza um virus do tipo ransomware, um código malicioso que infecta dispositivos computacionais com o objetivo de sequestrar, capturar ou limitar o acesso aos dados ou informações de um sistema, geralmente através da utilização de algorítimos de encriptação (crypto-ransoware), para fins de extorsão.

O resgate dos dados é geralmente pago em uma moeda digital, frequentemente o bitcoin, o que dificulta seguir o rastro do pagamento e identificar os hackers.

Dentre as medidas para reduzir o dano do ataque, o GSI recomendou aos usuários manter os sistemas atualizados para a versão mais recente e isolar da rede máquina infectada, além de realizar campanhas internas, alertando usuários a não clicar em links ou baixar arquivos de e-mail suspeitos ou não reconhecidos como de origem esperada.

Ataques no mundo

A empresa tcheca de antivírus Avast, que figura entre as dez maiores do mundo no ramo, informou neste sábado (13) que o ataque hacker registrado na sexta (12) em mais de 70 países já afeta 99 Estados. “Já estamos vendo 75 mil detecções do WanaCrypt0r 2.0 em 99 países”, informou no blog da Avast o especialista em informática Jakub Kroustek.

Os países mais afetados foram Rússia, com 57% do total de infecções, Ucrânia e Taiwan. O vírus também afetou grandes instituições, como hospitais, na Inglaterra, e a empresa de telecomunicações espanhola Telefónica.

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