O que o Brasil pode aprender com a Educação da Finlândia

País nórdico lidera rankings internacionais de qualidade na educação com programa que valoriza o professor e prioriza a criatividade do aluno

Conselheiro do Ministério da Cultura e Educação da Finlândia, Ilkka Turunen durante palestra no seminário sobre gestão da educação | Foto: Divulgação Instituto Unibanco / Facebook

Conselheiro do Ministério da Cultura e Educação da Finlândia, Ilkka Turunen durante palestra no seminário sobre gestão da educação | Foto: Divulgação Instituto Unibanco / Facebook

Larissa Quixabeira
De São Paulo

Nos últimos anos, a Finlândia tem figurado nas primeiras posições do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). O país alterna posições com a China e Cingapura, mas com uma vantagem: a educação é universalmente gratuita.

O modo como o país nórdico lida com as políticas públicas para Educação, portanto, são exemplo a ser seguido, principalmente para um país como o Brasil, que planeja reformas profundas na área.

Ilkka Turunen, conselheiro especial do Ministério da Educação e Cultura da Finlândia foi um dos palestrantes do Seminário Internacional “Caminhos para a qualidade da educação pública: Impactos e Evidências” nesta quinta-feira (15/9), em São Paulo.

O representante do ministério da Educação do País revelou que o conceito por trás do modelo de sucesso é o foco nos recursos humanos. “Somente alcançaremos o crescimento econômico, sustentável e o bem-estar social se utilizarmos as reservas de talentos existentes na nação”, disse Turunen.

Na Finlândia, a criatividade e a curiosidade são estimuladas desde a primeira infância e, segundo o especialista, “esse encorajamento estabelece as bases para o sucesso na vida adulta.”

Para isso, a aprendizagem individual é bastante estimulada. “Nossa politica educacional visa propiciar ambientes de aprendizagem que deem espaço à curiosidade e à criatividade natural dos estudantes, bem como às diversas competências e habilidades especiais dos indivíduos. Nós damos apoio ao aprendizado individualizado, centrando atenção naquele que tem maior dificuldade”, disse o especialista.

Outro ponto fundamental é a valorização dos professores. “Nós temos total confiança nos professores e no alto nível de habilidade desses profissionais”.

A partir disso, criou-se uma cultura em que as escolas e os educadores tem grande autonomia local para encontrar e criar os métodos de aprendizagem que avaliam que vão facilitar a aprendizagem dos alunos. Na Finlândia, carga horária de estudos é relativamente leve e as avaliações visam apoiar e desenvolver a aprendizagem e não “controlar ou punir o indivíduo”.

Por fim, ele acrescentou que as políticas públicas do País, que hoje modelo para o mundo todo, foram moldadas ao longo dos anos e continuam sendo desenvolvidas através do uso de uma série de estatísticas, monitoramento de dados, avaliações, consultas a especialistas e com base em referências nacionais e internacionais.

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