O que esperar de Goiás, Vila Nova e Atlético em 2019

Depois de um ano em que apenas uma das três principais equipes do Estado conseguiu o tão esperado acesso à elite do futebol brasileiro, como será o ano do futebol goiano

Torcidas de Atlético, Goiás e Vila tiveram motivos para comemorar e lamentar em 2018 | Fotos: Divulgação

Cilas Gontijo

O ano de 2018 acabou e com ele o sonho de Vila Nova e Atlético de chegarem à tão sonhada Série A do Campeonato Brasileiro. Porém para o Goiás tudo deu certo. Não foi fácil, mas o Verdão conseguiu o tão sonhado retorno à elite do futebol nacional. O torcedor dos três times faz a seguinte pergunta: o que esperar de Vila e Atlético na série B e Goiás na primeira divisão em 2019?

O Tigrão, que não traz boas lembranças da sua categoria de base neste ano, perdendo todas as competições – um vexame total -, quer apagar essa imagem em 2019. Na equipe principal, o Vila tem feito várias contratações. Entre os reforços está a vinda de um novo treinador, Umberto Louzer. Na sua apresentação, o treinador prometeu um time muito ofensivo, ao contrário do que aconteceu recentemente, e que marcará muitos gols.

O clube colorado conta ainda com a vinda do experiente Danilo, meia e ídolo do rival esmeraldino. Mas o que parece ser uma solução para o Vila pode se tonar uma enorme dor de cabeça para a diretoria. Isso porque ele virá com salário muito maior do que os outros atletas, cerca de R$ 100 mil.

A equipe do Vila, que terminou em sétimo lugar a Série B do Campeonato Brasileiro, com 57 pontos, ao longo da competição ficou entre as quatro primeiras colocações, mas vacilou no final e não conseguiu chegar à elite nacional. A diretoria promete que em 2019 será tudo diferente. E melhor.

A intenção é formar uma equipe competitiva já no Goianão e lutar para dar à sua torcida o título de campeão, o que elevaria a confiança dos milhares de torcedores. A conquista do Campeonato Goiano faria o clube começar a disputa da Série B com força total para alcançar de uma vez por todas a tão sonhada classificação à primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

Na Campininha
Já o time de Campinas, o Atlético, que  assim como o Vila Nova paquerou as quatro primeiras colocações da Série B durante a competição nacional este ano, também não obteve êxito e terminou na sexta colocação com 59 pontos. Adson Batista, que agora é presidente do clube, promete uma equipe muito mais competitiva para o Campeonato Goiano e a segunda divisão do Brasileiro.

O Dragão tem feito boas contratações, como é de praxe, com a vinda de jogadores bons e baratos para reforçar a equipe. O técnico que terminou a Série B, Wagner Lopes, continuará no comando do time. O atacante Giovane Gomes, de 23 anos, vem por empréstimo do Pelotas (RS). O jogador marcou sete gols na divisão de acesso do Campeonato Gaucho neste ano e chega como uma aposta, além da esperança de ser referência no ataque rubro-negro.

Adson deixa claro que, com os pés no chão e muito trabalho, formará uma equipe ainda mais competitiva para nova temporada, que, já de início, buscará o título do Campeonato Goiano e, em seguida, a volta à primeira divisão do Brasileiro.

Representante na elite
O Goiás, ao contrário dos dois conterrâneos, não começou bem a Série A em 2018, permanecendo por várias rodadas na zona do rebaixamento, deixou sua imensa torcida apreensiva. Chegou a ser real a possibilidade de o time cair para a terceira divisão da competição nacional. Foi quando o Verdão contratou o experiente técnico Ney Franco.

Com uma nova metodologia de trabalho, Ney Franco conseguiu o feito de não somente tirar o clube da degola como de devolver o Goiás à elite do futebol brasileiro com o segundo artilheiro da Série B, Lucão, com 16 gols. Sem dúvida alguma a equipe esmeraldina conseguiu uma virada espetacular na competição, saindo da zona do rebaixamento para a quarta colocação, terminando o campeonato com 60 pontos ganhos, vaga conquistada no número de vitórias (18), duas a mais do que a Ponte Preta.

Para 2019, o presidente Marcelo Almeida promete um time digno de Série A. O clube tem feito várias contratações. Começou por um novo técnico, já que Ney Franco optou por não permanecer. Trata –se de Maurício Barbieri, de 37 anos, que estava desempregado desde a demissão do Flamengo em setembro.

Entre as contratações para nova temporada está a do experiente goleiro Sidão, com passagem recente pelo São Paulo, mas que chega acompanhado pela desconfiança de parte da torcida esmeraldina. Mas é provável que seja o dono da camisa 1 a partir de janeiro. O rodado Rafael Vaz, de 30 anos, que estava emprestado ao futebol chileno pelo Flamengo, recentemente recebeu o título de melhor zagueiro do ano no Campeonato Chileno de 2018, é outro reforço do Goiás. No Flamengo suas atuações não convenceram muito.

Outros reforços
Com conversas bem avançadas estão Rafael Sóbis (Cruzeiro), Copete (Santos) e Júnior Brandão, ex-Atlético, que está no futebol da Bulgária. O presidente do Goiás promete um time bom em todas as posições, começando o ano já com o título do Goiano e lutando pelas primeiras colocações da Série A para, quem sabe, alcançar uma vaga na Libertadores ou Sul-Americana.

O que não pode acontecer é o Goiás passar todo o Campeonato Brasileiro na luta para não cair. Por isso a diretoria promete um time que tenha condições de entrar em campo para jogar de igual para igual com todos os adversários, sejam os pequenos ou os grandes, dentro ou fora do Serra Dourada. Portanto, torcedores esmeraldinos, vilanovenses e atleticanos, podem ter a certeza de que veremos três times muito mais ofensivos, competitivos e que trarão muitas alegrias aos goianos em 2019.

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