“O PSL ainda não declarou apoio a nenhum candidato”, afirma Delegado Waldir

Presidente estadual da sigla ressalta que as portas estão abertas ao diálogo, no entanto, ressalta que o único candidato que se tem até o momento é Ronaldo Caiado

Deputado federal e presidente do PSL-GO, Delegado Waldir | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Pouco mais de um ano para as próximas eleições, marcadas para outubro de 2022, especulações de todos os lados sobre possíveis alianças e rupturas são jogadas na mesa. Após rumores que o deputado federal Delegado Waldir (PSL-GO) estaria deixando de apoiar Gustavo Mendanha (MDB) para a disputa estadual em prol de um espaço na chapa majoritária da reeleição de Ronaldo Caiado (DEM), o parlamentar é claro: “O PSL ainda não declarou apoio oficial a ninguém ainda, a nenhum candidato”.

O pesselista ainda ressaltou que não há a possibilidade de um apoio a Mendanha, nesse momento, ao considerar indefinido cenário da eleições do próximo ano. “O Gustavo não é candidato ainda, não vi nenhuma fala de que ele seria candidato ao governo. O único candidato que temos a certeza é o governador para a reeleição. Apesar de o partido dele [Gustavo Mendanha] ter dado declarações à imprensa dizendo que o MDB provavelmente busca uma vaga de vice na chapa do Caiado, hoje não existe um cenário definido”, afirma.

A única definição que o deputado menciona existir é a busca pelo protagonismo por parte do Partido Social Liberal (PSL). “O PSL busca uma vaga na chapa majoritária por sua representatividade, tempo de TV, recursos, lobby que nós construímos e estabilidade. Fui duas vezes o deputado mais votado pela história de Goiás, em 2014 e 2018, elegemos um presidente da República, temos a maior bancada de deputados federais na Câmara e, em 2022, teremos novamente um candidato a presidente, mas essa movimentação é a construção que todo presidente de partido está fazendo, buscando protagonismo”, esclarece. Essa busca de apoio também levou o presidente do PSL Goiás a ir ao encontro do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), Lissauer Vieira (PSB), em prol da filiação em seu partido.

Ao ser questionado sobre uma possível recomposição com o governador de Goiás, após o momento de ruptura que ocorreu em 2019, Waldir ressalta que a sigla se mantém aberta ao diálogo. “O PSL é democrático, não podemos fechar as portas”, pontua. Ele ainda relembra ter dado apoio a Caiado antes das eleições de 2018 e ter se afastado, por questões setoriais e problemas locais, do democrata quando ele assumiu o governo. No entanto, ressalta que sua presença em eventos com Caiado ou Mendanha não significam apoio a qualquer um dos dois.

“Outro dia, por exemplo, teve um evento das obras de construção do hospital de Palmeiras de Goiás. Recebi um convite do prefeito e, chegando lá, estava o governador Ronaldo Caiado. Eu vou levantar e ir embora? Não. Quando terminou a primeira parte do evento, o governador tinha que ir pra Brasília, e se retirou. Quando o Caiado foi embora, chegou o Gustavo Mendanha. Vou me levantar e sair? Também não. Na verdade, eu fui convidado pelo governador para estar nesses eventos. Eu sou o deputado federal mais votado em Anápolis, então eu não posso deixar de estar representando minha base, independente se lá estaria o Gustavo ou o governador”, reafirma o presidente do PSL-GO.

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