“O poder público deve monitorar o transporte coletivo”, diz Alexandre Baldy

Secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo avalia que é preciso repensar modelo de gestão no setor

Alexandre Baldy | Foto: Jornal Opção

Em videoconferência realizada na tarde desta quinta-feira, 21, o secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy (PP), defendeu participação efetiva do poder público no monitoramento e fiscalização do transporte coletivo nas grandes metrópoles brasileiras.

De acordo com Baldy, é preciso que a haja uma boa interação entre o poder público e a iniciativa privada na gestão do transporte público, por se tratar de um setor estratégico para a sociedade e grandes cidades. Para ele, é essencial que o Estado esteja presente no monitoramento, enquanto as empresas fazem a operação.

A videoconferência foi promovida pela Fecormércio e Secovi.

Ele cita o exemplo de São Paulo, em que o município paga por ônibus nas ruas, independente da quantidade de passageiros. Assim, é necessário que haja um monitoramento em tempo real do número de passageiros que entram no sistema de transporte, para que não haja ônibus de mais, nem de menos circulando.

Assim, foi possível implementar durante a pandemia do coronavírus, um monitoramento por hora, não somente do número de passageiros fazendo uso do sistema, como também da higienização dos veículos.

Goiânia

O ex-ministro das Cidades também salientou que Goiânia deve ser capaz de repensar a realidade de sua extensão urbana. O ônibus, por ser um transporte de pequena capacidade, pode não ser a única alternativa para o deslocamento dos trabalhadores na Região Metropolitana.

Baldy afirma que há necessidade de se pensar planejamento urbano de uma maneira mais unívoca. Unindo o Plano Diretor, com o Plano de Mobilidade Urbana e de Saneamento. Uma cidade não para de crescer, por isso, é preciso aliar o crescimento ao desenvolvimento para não onerar o poder público além da capacidade.

Soluções

Para isso, Baldy citou ser possível se pensar a implementação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que é um tipo de modal de média capacidade. Há que se fazer um planejamento a longo prazo, buscando, por exemplo, associar o poder público da iniciativa privada. As desapropriações poderiam ser evitadas criando empreendimentos em toda linha e transformando os donos dos terrenos em acionistas.

“Goiânia não vai deixar de crescer. O projeto do Bus Rapid Transport (BRT) poderia ser muito aprimorado. Poderia ser pensada uma passagem de nível na Praça do Cruzeiro e na Praça Cívica, com estacionamento subterrâneo. O poder público tem de pensar de forma vanguardista. Vai ser mais caro? Sim, mas é preciso pensar a longo prazo”, aponta.

Além disso, salientou que as empresas tem que passar por governança e reestruturação interna. É preciso redefinir o modelo adequado para qual região. “É preciso acabar com a discriminação com o transporte público. É um desafio muito grande, vai ser ainda mais após a pandemia. Precisamos criar soluções metropolitanas. discutindo plano diretor e dentro do desenvolvimento urbano a mobilidade”, diz.

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