“Nunca imaginei ser a primeira-dama, mas sempre me vi como a pessoa que iria servir”, diz Thelma Cruz

Esposa de Rogério Cruz, Thelma, que tem longo currículo em ações sociais e muitos projetos para Goiânia, diz que quer alcançar pessoas em situação de vulnerabilidade nos quatro cantos da capital

Thlema Cruz | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Até então desconhecida por grande parte da população goianiense, a nova primeira-dama de Goiânia, Thelma Cruz, chega ao cargo com muitos sonhos e vários projetos voltados para a área social na capital. Thelma, que morou em Angola e Moçambique por 16 anos, traz consigo um longo currículo e muita experiência em trabalhos sociais.

Ela se lembra de quando recebeu o convite do então candidato a prefeito, Maguito Vilela. “Ele sabia do nosso desejo de fazer o social, dos nossos sonhos, do nosso olhar com as pessoas e ele me falou uma vez assim ‘Thelma, encontrei a pessoa certa, o Rogério e você para olhar para nossas crianças e cuidar da nossa gente'”, recorda.

No entanto, a morte de Maguito apenas 13 dias após Rogério Cruz (Republicanos) ter tomado posse como vice-prefeito, mudou o destino de Thelma. “Eu nunca me imaginei sendo a primeira-dama, nunca imaginei ser a esposa do vice. Mas eu sempre me vi sendo a pessoa que iria servir, e nessa posição eu tenho muito mais oportunidades de servir”, pontua.

Assumir o cargo de primeira-dama foi, para Thelma, uma surpresa. Apesar de não esperar um dia chegar nessa posição, Thelma não se intimidou pelo trabalho que teria que desenvolver. “Tudo que aconteceu nem nós esperávamos, mas quando se trata de cuidar de pessoas, não precisamos estar preparados, basta termos amor, dedicação, a empatia, que é essencial porque eu me coloco no lugar das pessoas, e eu amo fazer o que eu faço. O trabalho social, se não vier de dentro, futuramente será um fardo, será cansativo. E eu chego em casa com sentimento de querer fazer mai”.

Projetos sociais

A primeira-dama conta que sua maior preocupação nesse momento de pandemia é de combater a fome e deseja percorrer os quatro cantos da capital para alcançar as pessoas que estão em situação de vulnerabilidade. “Eu quero ver de perto aqueles que não estão sendo inseridos dentro dos programas, por exemplo aqueles que não têm casa e portanto não tem direito à isenção do IPTU nem à inscrição do Renda Família. Eu já estou pensando em como fazer para alcançar essas pessoas e vamos unir forças de todas as secretarias para fazer a política valer para todo esse grupo de pessoas”, afirma.

Idealizado por Thelma, o projeto ‘Horta Comunitária’ já começa a ser implantado nos Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da capital. “É uma horta onde as pessoas que são atendidas pelo Cras poderão chegar e pegar sua salsinha, coentro, rúcula. Nesta semana já vamos começar o plantio e queremos que todos os Cras venham a ter essa horta. Minha ideia é trazer as pessoas com deficiência para inclusão deste plantio, é uma terapia. E eu quero uma horta suspensa para que os cadeirantes também tenham esse momento de terapia”, detalha.

Outro sonho de Thelma que já começa a ser implantado é o ‘Pão Nosso’. A primeira unidade a receber o projeto é o Cras da região Noroeste. “Eu visitei o Cras e vi um maquinário que não estava sendo utilizado, já cheguei e falei pro Rogério que eu precisava colocar essa padaria em funcionamento”.

O projeto irá produzir e distribuir pão diariamente para a população da região. “A princípio será no Cras Noroeste para os moradores dali, mas futuramente quero expandir isso para todos os Cras. Vou fazer parcerias para ter cursos profissionalizantes dentro dessa padaria também e dar oportunidade de trabalho para aquela população”, planeja.

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