Números apresentados pelos empresários não batem com dados da Secretaria da Economia, diz relator

Humberto Aidar (MDB) afirma que há discrepâncias nos dados e que isso será checado ao fim da CPI para apresentação do relatório

Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

Após mais uma tarde de oitivas com empresários, o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos incentivos fiscais, deputado estadual Humberto Aidar (MDB), disse que a preocupação do colegiado agora é com a discrepância entre os dados apresentados pelos empresários e aqueles recebidos pela Secretaria de Estado da Economia.

De acordo com o parlamentar, por ora, é papel dos deputados escutar os representantes e manter o caráter técnico da CPI até o fim e, então, analisar essas diferenças e colocar no relatório final, que será enviado aos tribunais de contas e ao Ministério Público.

“Mas CPI é isso. São grandes empresários que vieram aqui, fizeram a exposição, como outros virão. Então a minha análise é sempre positiva porque a gente já caminha para o fim”, disse.

Ele disse que há caso de grandes empresas que receberam incentivos na casa das centenas de milhões e devolveram menos de 1% em ICMS. “Então nós vamos checar, levar em conta essa informação que eles nos passam, mas checar os números do que foi pago ao Estado”, ressaltou.

Aidar destacou também que, paralelo à comissão, projetos têm sido apresentados para corrigir possíveis distorções na concessão de incentivos. “Grandes grupos econômicos, pelo crédito que acumulavam, recebiam descontos entre 6 e 8%. E eu pude corrigir isso em forma de Lei, que será sancionada, passando esse percentual para 2%. Isso dará incremento de R$ 140 milhões de ICMS”, destacou.

Além disso, o parlamentar disse que há um acordo firmado entre os integrantes da CPI e a Secretaria de Estado da Economia, de que toda e qualquer concessão de incentivos deve, antes, passar como projeto de Lei na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

Na tarde desta segunda-feira, 23, a CPI escutou Otávio Lage, representando o grupo sucroalcoleiro Jalles Machado, o presidente do conselho da Rio Branco Alimentos/Pif Paf, Luiz Carlos Mendes, e o empresário César Helou, dos Laticínios Bela Vista/Piracanjuba.

 

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