Média móvel de óbitos cresceu 64% nas Capitais, segundo instituto de pesquisa

Vacina coronavírus | Foto: Reprodução.

De acordo com os números do Ministério da Saúde, a Covid-19 vem se espalhando com maior velocidade no Brasil. O Instituto FSB, responsável por fazer pesquisas do gênero, realizou uma levantamento com base nesses dados e pode averiguar que dez Estados brasileiros estão com índices acelerados de contaminação. São eles: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Amapá e Roraima.

Há ainda nove estados em estabilidade e oito unidades da Federação em queda: Paraná, Distrito Federal, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Tocantins, Alagoas e Sergipe.

Olhando para a situação das Capitais, o número é ainda mais acentuado: 12 delas tiveram aceleração na média móvel de óbitos comparando com os números de 14 dias atrás. O índice aponta para um aumento de 64% nas mortes por Covid-19. A recordista é Boa Vista – RR, com alta de 333%. Goiânia está em quarto lugar nessa lista, com aumento de 98% nos óbitos.

Previsões e vacina de Oxford

O Brasil deve atingir em breve 170 mil mortes pelo coronavírus. É o que indica os índices de óbito no País, que chega a uma média móvel de 484 falecimentos por dia. Como o país tinha 169.183 mortes contabilizadas pelo Ministério da Saúde até domingo, se esta média se mantiver nos próximos dias, na terça-feira, 24, o povo brasileiro terá ultrapassado a marca.

De acordo com o vice-presidente de produção e inovação em saúde da Fiocruz, Marco Krieger, a previsão da fundação é de que 65 milhões de brasileiros sejam vacinados no primeiro semestre do ano e o número se repita no segundo semestre, considerando duas doses para cada pessoa.

A Fiocruz tem um acordo com a AstraZeneca, farmacêutica que desenvolve uma vacina em parceria com a Universidade de Oxford, para produzir a vacina contra a Covid-19 em território brasileiro. A vacina da AstraZeneca/Oxford mostrou dados animadores em relação à sua aplicação.

De acordo com resultados preliminares divulgados nesta segunda-feira, 23, a vacina mostrou maior eficácia quando aplicada em meia dose, seguida de uma dose completa, com intervalo de pelo menos um mês. Contudo, os dados ainda não foram revisados por outros cientistas nem publicados em revista científica.

O CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, também comentou, em entrevista coletiva, o fato de que será possível vacinar mais pessoas do que o previsto inicialmente.

A vacina de Oxford é uma das quatro que estão em testes de fase 3 no Brasil. Em agosto, o governo federal disse que iria investir R$ 1,9 bilhão na produção de 100 milhões de doses. No começo de novembro, a Fiocruz anunciou um cronograma de produção e distribuição do imunizante no Brasil.