Novos nomes da lista de Janot incluem ministro, governadores e parlamentares

Enquanto o conteúdo não é oficialmente liberado, mídia confirma mais políticos que foram incluídos nos 83 pedidos de abertura inquérito encaminhados pela PGR ao STF

Mais um ministro, governadores de estado, senadores e parlamentares aumentam o alcance da lista do procurador-geral de República Rodrigo Janot que políticos alvos de pedido de abertura de inquérito encaminhada ao Supremo Tribunal Federal.

A partir do acordo de delação premiada com 77 executivos e funcionários da empreiteira Odebrecht, a PGR enviou ao ministro relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin, 320 pedidos, entre aberturas de inquérito, encaminhamento de processos para instâncias inferiores e arquivamento.

O Jornal Nacional, da TV Globo, confirmou na noite da última quinta-feira (15/3) que são citados entre os 83 pedidos de abertura de inquéritos, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira (PRB-RJ).

Os governadores Renan Filho (PMDB), de Alagoas, Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio de Janeiro, Fernando Pimentel (PT), de Minas Gerais, Tião Viana (PT), do Acre e Beto Richa (PSDB), do Paraná. Além destes, na manhã desta quinta-feira (16/3), o jornal Folha de S. Paulo confirmou também o nome de Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo.

Entre os parlamentares que estão na lista, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Jorge Viana (PT-AC), Marta Suplicy (PMDB-SP), LÍdice da Mata (PSB-BA), e os deputados Marco Maia (PT-RS), Andres Sanchez (PT-SP), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Paes Landim (PTB-PI).

Também fazem parte dos pedidos de inquéritos, pessoas citadas que não têm foro privilegiado e, portanto, devem ter o processo encaminhado a instâncias inferiores. Foram divulgados os nomes do ex-ministro do governo Temer, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), Sergio Cabral (PMDB-RJ), ex-governador do Rio de Janeiro, atualmente preso, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara, atualmente preso, Duarte Nogueira (PSDB-SP), prefeito de Ribeirão Preto, Paulo Skaf (PMDB-SP), candidato derrotado a governador de São Paulo em 2014, Edinho Silva (PT-SP), ex-tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff, atual prefeito de Araraquara e Anderson Dornelles, ex-assessor direto da ex-presidente Dilma Rousseff.

À reportagem, as assessorias dos governadores Geraldo Alckmin, Luiz Fernando Pezão e Fernando Pimentel disseram que não irão se pronunciar antes de informações oficiais da Justiça. Paes Landim, José Carlos Aleluia, Paulo Skaf e Marcos Pereira reiteram que suas doações de campanha foram legais e estão declaradas. O mesmo disse Edinho Silva sobre sua atuação na campanha de Dilma Rousseff.

Geddel Vieira Lima e seu irmão, Lúcio Vieira Lima, não quiseram comentar. Anderson Dornelles afirmou que nunca esteve na sede da Odebrecht e Lindbergh Farias disse acreditar no arquivamento do pedido de abertura de inquérito. Andrés Sanchez nega ter sido citado por delator e os demais não foram encontrados.

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Welbi Maia Brito

Tenho total convicção que as investigações mostrarão que o governador Geraldo Alckmin não está e nem nunca esteve envolvido com nenhum ato ilícito. Todos que conhecem Alckmin, até seus adversários, sabem da honestidade e da correção com que ele construiu sua trajetória na vida pública e pessoal.