Estratégia do governo prevê 49,6 milhões de brasileiros vacinados como prioritário. O governo afirmou que um “termo de responsabilidade” será exigido, para aqueles que se vacinarem de forma emergencial

O Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19 foi apresentado oficialmente nesta quarta-feira, 16, pelo Governo Federal. O acréscimo de novos grupos prioritários, além da inclusão da CoronaVac, foram as principais mudanças no material apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Vale lembrar que, na semana passada, o Ministério da Saúde havia apresentado uma proposta inicial do Plano de Vacinação, por determinação do próprio STF. Ainda na apresentação do novo plano, o governo afirmou que um “termo de responsabilidade” será exigido, para aqueles que se vacinarem de forma emergencial.

Na atualização do Plano, foram contempladas como grupos prioritários: comunidades tradicionais ribeirinhas; quilombolas; trabalhadores de transporte coletivo; pessoas em situação de rua; e a população privada de liberdade.

Se mantiveram como prioritários no Plano: trabalhadores da área de saúde; idosos (acima de 60 anos); indígenas; pessoas com comorbidades; professores (do nível básico ao superior); profissionais de forças de segurança e salvamento; e funcionários do sistema prisional.

Etapas do Plano

O Plano Nacional de Vacinação foi dividido em três etapas, segundo o governo Federal. No texto, há a previsão de imunização de 49,6 milhões de pessoas nos conformes do Plano.

A primeira consiste em vacinar trabalhadores de saúde; pessoas de 75 anos ou mais; pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas; população indígena aldeado em terras demarcadas aldeada; povos e comunidades tradicionais ribeirinhas.

A etapa seguinte tem como foco pessoas de 60 a 74 anos. Por fim, a última etapa visa a vacinação de pessoas com comorbidades. Ainda não está definido quando serão incluídos os demais grupos prioritários. De acordo com o governo, a decisão depende de aprovação das vacinas e disponibilidade.

Distribuição das vacinas

No documento do Plano de Vacinação, o governo deixa explícito a intenção de compra da vacina de seis diferentes farmacéuticas: Pfizer/BioNTech; Janssen; Instituto Butantan; Bharat Biotech; Moderna; e Gamaleya.

“O Ministério da Saúde prossegue com as negociações para efetuar os contratos, a fim de disponibilizar o quanto antes a maior quantidade possível de doses de vacina para imunizar a população brasileira de acordo com as indicações dos imunizantes”, diz o plano.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que todas as vacinas produzidas no Brasil, sejam as produzidas pelo Insituto Butantan, pela Fiocruz, ou “por qualquer indústria, terão prioridade no Sistema Único de Saúde (SUS). “Isso está pacificado”, pontuou o ministro.

A princípio, o plano leva em consideração apenas a vacina desenvolvida em parceria da Universidade de Oxford com o laboratório AstraZeneca. O Brasil tem acordo para receber 100 milhões de doses dessa vacina até julho. No segundo semestre, a previsão é de que a Fiocruz, parceira de Oxford e da AstraZeneca, produza 160 milhões de doses. Mas o governo já anunciou que deve comprar todas as vacinas liberadas pela Anvisa.

Além da Fiocruz, o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, também irá produzir doses da vacina contra a Covid-19. Esta, no caso, é a CoronaVac, produzida pelo laboratório Sinovac.

Campanha de comunicação

O secretário de vigilância do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, explicou que o governo vai começar nesta quarta uma campanha de comunicação dividida em duas etapas.

A primeira tem como foco “transmitir segurança à população” em relação à eficácia das vacinas que o Brasil utilizará. A segunda etapa será o momento de chamar as pessoas para receber as doses.

[Esta matéria conta com informações do Portal G1]