Novos editais da Lei Aldir Blanc vão distribuir mais de R$ 26 milhões ao interior de Goiás

Descentralização de recursos propõe com que 117 municípios sejam contemplados com 61% da verba total de R$ 50.068.000,00

Mais de R$ 26 milhões em recursos serão enviados para o interior do Estado por meio de 20 editais da Lei Aldir Blanc (LAB) – auxílio financeiro para o setor cultural e criativo em decorrência da pandemia do Coronavírus (Covid-19). O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), estabeleceu um montante que equivale a 61% da verba, ou seja, mais de R$ 50 milhões, e a dividirá entre 1688 projetos de artistas e fazedores de cultura contemplados em 117 municípios goianos. Os prêmios contemplam projetos artísticos-culturais que serão executados em diversas localidades, o que fomenta a economia local e gera entretenimento.

Durante a elaboração de editais, a classe artística goiana pôde contribuir através de consulta pública on-line e diversas reuniões com o titular da Pasta e gestores da Secult Goiás. A operacionalização da LAB tem como objetivo garantir apoio financeiro a artistas e fazedores de cultura que tiveram sua fonte de renda afetada pela pandemia de Covid-19, deixará um legado significativo ao setor cultural goiano ao fomentar diversos segmentos artísticos-culturais. De acordo com o secretário de Estado de Cultura, César Moura, a leva de certames da etapa 2021 da LAB contou com o mínimo de 50% de cotas ao interior do Estado para, por exemplo, garantir apoio financeiro à categoria residente em cidades que não conseguiram operacionalizar a verba a que tinham direito dentro do prazo. 

“Esses valores, pela lei, retornam para os cofres estaduais. Nós redistribuímos entre os editais e conseguimos contemplar mais agentes em todo o Estado”, explica o secretário. “Para chegar até estes artistas, artesãos e fazedores de cultura do interior, as equipes da Secult e da Secretaria da Retomada realizaram uma verdadeira força-tarefa durante a fase de inscrição, com busca ativa em diversas cidades, levamos treinamento presencial e remoto para os gestores municipais atenderam à demanda local, além de realizarmos inscrições daqueles mais vulneráveis, em povoados e distritos”, conta César Moura. 

Dentre as cidades que mais receberam recursos da LAB operacionalizada pela Secult Goiás estão Aparecida de Goiânia, com 134 proponentes premiados em 18 editais (R$ 3,1 milhões); Anápolis, com 168 premiados em 16 editais (R$ 2,8 milhões); cidade de Goiás, 138 premiados em 15 editais (R$ 2,2 milhões); Alto Paraíso de Goiás, 73 premiados em 14 editais (R$ 2 milhões); Cavalcante, 98 premiados em 13 editais (R$ 1,2 milhão); Alexânia, 181 premiados em 11 editais (R$ 1,1 milhão); Pirenópolis, 49 premiados em 15 editais (R$ 1 milhão); Jataí, 79 aprovados em 10 editais (R$ 845 mil) e Trindade, 32 aprovados, também em 10 editais (R$ 834 mil).

Projetos e apoios

A produção audiovisual em Alto Paraíso de Goiás, por exemplo, recebeu aporte de R$ 220 mil; em Aparecida de Goiânia serão R$ 190 mil para o segmento; Pirenópolis e Trindade recebem, cada uma, R$ 145 mil, e Hidrolândia R$ 135 mil. No total, 14 cidades do interior tiveram 36 premiados no edital de audiovisual.  Duramente atingido pelas restrições necessárias para contenção da pandemia, o setor de arte circense também foi contemplado pela LAB. Cidades como Planaltina e Quirinópolis receberam R$ 170 mil, cada, pelos prêmios no edital de Circo; Alto Paraíso recebeu 105 mil e Anápolis R$ 100 mil. Outros 11 municípios receberam premiações nesta categoria.

O edital de Artesanato e Arte Popular contemplou fazedores de cultura do interior em maior quantidade, com 859 premiados distribuídos em 78 municípios. Por meio deste certame, Alexânia recebeu R$ 820 mil com 164 artesãos e artistas populares contemplados; Anápolis R$ 480 mil (96 contemplados); Jataí, R$ 330 mil (66 premiados); cidade de Goiás, R$ 290 mil (58 premiados); Hidrolina, R$ 195 mil (39 premiados); Caldas Novas, R$ 120 mil (24 contemplados) e Aruanã, R$ 110 mil (22 contemplados). 

Para fortalecer os festejos folclóricos do interior goiano, por meio da LAB, 23 municípios receberam R$ 1,9 mil pelos premiados no edital Apoio a Festas, Festejos e Manifestações da Cultura Popular. Aparecida de Goiânia e cidade de Goiás receberam, cada uma, R$ 250 mil deste montante; Trindade, R$ 150 mil; Silvânia, Palmeiras da Goiás, Cavalcante, Pirenópolis e Monte Alegre de Goiás receberam, cada, R$ 100 mil. 

O edital Arte e Cultura em Direitos Humanos contemplou 13 cidades do interior com 32 projetos premiados. A cidade de Goiás recebeu R$ 330 mil; Aparecida de Goiânia e Cavalcante, R$ 200 mil cada; Aragarças, R$ 160 mil; Alto Paraíso, R$ 120 mil; Anápolis, R$ 110 mil, Monte Alegre de Goiás e Trindade, R$ 100 mil cada. Já nas os fazedores de cultura e artistas das comunidades Kalunga e Quilombola em Goiás receberam R$ 1,4 milhão por meio de edital específico aos saberes tradicionais desses povos.  Com 56 projetos aprovados, Cavalcante recebeu R$ 560 mil; Monte Alegre de Goiás, R$ 430 mil (43 projetos premiados); Santa Cruz de Goiás, R$ 200 mil; Teresina de Goiás, R$ 60 mil.

O edital de Festivais e Eventos de Arte contemplou 27 projetos em 19 cidades do interior e entrega para esses municípios R$ 3,1 milhões para realização destes eventos. Essas iniciativas beneficiar o proponente e da equipe direta, além de alimentar toda uma cadeia de trabalhadores da cultura como montadores de estrutura, técnicos de som, aluguel de equipamentos, dentre tantos outros serviços complementares.  Anápolis recebeu R$ 700 mil, com 4 projetos aprovados; Iporá, R$ 250 mil; Alto Paraíso de Goiás, Catalão, Goianira, Inhumas, Jataí e Mineiros R$ 200 mil, cada, e Jataí, Aragoiânia, Morrinhos, Monte Alegre de Goiás e Abadia de Goiás R$ 100 mil, cada. 

Uma resposta para “Novos editais da Lei Aldir Blanc vão distribuir mais de R$ 26 milhões ao interior de Goiás”

  1. Avatar Babaolorisá Fernando de Olodê disse:

    Certamente a LAB – lei Aldir Blanc (ed.2020 e 2021), possibilitou a ampla participação e garantiu renda a muitos artistas (fazedores e fazedoras de cultura), dinamizando o setor da cadeia produtiva cultural goiana; houve alguns desencontros iniciais, na potencialização desta participação (área organizacional), mas, as duas primeiras experiências (LAB 2020 e 2021), certamente serão usadas de feedback, para evitar os riscos provocados, os previsíveis e inclusive amenizando os riscos aleatórios (imprevisíveis e fora de uma previsibilidade). (Olodê, 2020); “a cultura demonstra a civilidade de nossa sociedade, um povo sem cultura somente produz e reproduz violências”.
    Asé.

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