Felisberto Tavares não pretende acabar com o que foi feito pela gestão anterior, mas diz que providenciará estudos para que trechos sejam melhor aproveitados

Ciclovia na Avenida Universitária| Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Larissa Quixabeira e Marcelo Gouveia

Recém-empossado no cargo de titular da Secretaria Municipal de Trânsito (SMT), o vereador Felisberto Tavares (PR) admitiu em entrevista recente ao Jornal Opção que pode alterar as ciclovias e ciclofaixas da capital, caso necessário.

Felisberto diz ter certeza que parte das vias construídas pela gestão do prefeito Paulo Garcia (PT) foi realizada de forma participativa e consciente, mas sinaliza que algumas mudanças poderão ser necessárias. “Não vamos fazer intervenções abruptas como ocorreu em Goianésia”, exemplificou.

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A nova gestão da SMT, entretanto, deve continuar os feitos da administração anterior no que diz respeito aos investimentos em mobilidade urbana, desde que as mesmas tenham “origem e destino”. Segundo o secretário, muitos dos trechos já existentes na capital não “levam a lugar algum” e o objetivo é realizar estudos para que as possíveis ampliações contemplem demandas da população.

“Vamos investir desde que [as ciclovias. ciclofaixas] tenham origem e destino. Se não levarem a nada, não vamos fazer nenhuma intervenção abrupta, como foi feito em Goianésia, mas vamos realizar estudos para aproveitar ao máximo a estrutura já existente.”

Ao final de seu mandato, o ex-prefeito de Goiânia Paulo Garcia (PT) deixou a cidade com 100 km de ciclovia, além do projeto Gyn De Bike de bicicletas públicas compartilhadas.

Tavares reconheceu que o cicloativismo tem crescido em Goiânia e que a tendência é a expansão da utilização do modal e, portanto, afirmou que as próximas medidas em relação a isso serão realizadas a partir de demandas dos usuários.

“A modalidade tem uma grande aceitação, porque além ser benéfico ao meio ambiente e ao corpo. Goiânia tem ainda uma facilidade maior por ser uma cidade plana, portanto é bastante propícia”, pontuou.

Sobre a expansão dos trechos a regiões periféricas, ele afirmou que existe disposição por parte da secretaria, citando a região Leste como exemplo. “Existem naquela região dois grandes geradores de emprego cuja mão de obra vem de bairros periféricos. Hoje, as vias do local são extremamente estreitas e não existem ciclovias. Este é um exemplo de local onde existe uma demanda significativa de origem e destino”, explicou.