“Novo programa de incentivos tem que ser atrativo para que empresas migrem”, diz Otávio Lage

Governo apresentou, na semana passada, o ProGoiás, que deve corrigir distorções na concessão de benefícios fiscais

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), Otávio Lage, avaliou que o ideal, neste momento em que a política de incentivos fiscais vigente é questionada em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), é que o novo programa anunciado pelo Governo do Estado, o ProGóiás seja atrativo para que empresas migrem.

Isto é, que seja chamativo o suficiente para que empreendimentos deixem o Fomentar e o Produzir e passem a aderir o novo programa. “E que termine esse passivo que há hoje nos municípios, que gira em torno de R$ 12 milhões, e que só vai acabar a hora que ocorrer essa migração”, disse.

“E o ProGoiás vai vir como forma de crédito outorgado, como é hoje praticado no setor álcool anídrico, que é o setor que atuo”, disse Otávio, que é também presidente do grupo Jalles Machado.

Em sua visão isso irá tranquilizar os empresários. “Afinal, existe uma preocupação com o ambiente de negócios, de isso atrapalhar um pouco as empresas. Várias, inclusive que fizeram protocolo, ainda não têm previsão de investimento, porque estão aguardando os resultados da CPI”, disse.

Otávio ainda frisou que questionou com o relator, Humberto Aidar (MDB), porque o assunto teria que ser discutido em uma comissão investigativa, ao que o emedebista respondeu que, não fosse outra forma, seria difícil ter acesso aos documentos oficiais.

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