O engenheiro goiano Paulo Afonso Ferreira que agora irá presidir a entidade nacional diz que é preciso seguir a estrutura de trabalho da Confederação

Presidente interino da CNI Paulo Afonso Ferreira | Foto: reprodução

Após ser nomeado interinamente como novo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o goiano Paulo Afonso Ferreira conversou com o Jornal Opção e disse que seu foco será seguir a estrutura e agenda já definidas pela Confederação. Sobre quanto tempo deve permanecer no cargo, Paulo Afonso afirmou que a entidade não consegue ter perspectiva da duração do afastamento judicial do presidente Robson Andrade.

A votação que aconteceu nesta quinta-feira, 28, reuniu os 25 dos 27 presidentes estaduais votantes. Paulo foi eleito por unanimidade.  A convocação para a nova liderança foi feita após o então presidente, Robson Andrade ser preso Operação Fantoche, da Polícia Federal. Ele foi solto por determinação judicial, mas acabou afastado da CNI.

A operação que resultou no afastamento investiga um esquema de corrupção envolvendo contratos com o Ministério do Turismo (MTur) e entidades do Sistema S, entre elas o Sesi. Segundo o que aponta o inquérito, um grupo de empresas, sob o controle de uma mesma família, vem executando contratos desde 2002 por meio de convênios tanto com o ministério quanto com o Sesi.

Sobre seus planos à frente da entidade Paulo Afonso se poupou a informar que um plano de trabalho será apresentado a parlamentares no dia 28 de março em que a CNI irá apresentar suas propostas, que inclui as reformas tributária e da Previdência, a redução da burocracia e a maior eficiência do Estado.

O CNI é a instituição máxima de organização do setor industrial brasileiro. De acordo com o site oficial, ela foi criada em 1938 com o intuito de defender os interesses da indústria nacional e atuar na articulação com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de diversas entidades e organismos no Brasil e no exterior.

Além das federações, também representa 1.250 sindicatos patronais, aos quais são filiadas quase 700 mil indústrias. Administra diretamente o Serviço Social da Indústria (Sesi), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL).