“Novo Lázaro”, Wanderson é encontrado morto em cela

Caseiro foi preso em dezembro após confessar o assassinato da companheira grávida, da enteada e de um fazendeiro de 73 anos; pena poderia chegar a mais de 200 anos

Nota divulgada pela Diretoria-Geral da Administração Penitenciária (DGAP), por meio da Superintendência de Segurança Penitenciária, confirmou a morte de Wanderson Mota Protácio, também conhecido como o “novo Lázaro”, após cometer crimes e se esconder na mesma região em que Lázaro Barbosa, em Corumbá de Goiás. Segundo o documento emitido pelo órgão, o preso estava sozinho na cela e foi encontrado, nesta terça-feira, 18, pendurado “com um lençol do pescoço”.

Wanderson foi encontrado durante o procedimento de entrega do desjejum pelos servidores do Núcleo de Custódia, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Ao avistarem o preso, os agentes acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que atestou o óbito do detento. Segundo a DGAP, o ocorrido também foi repassado à Polícia Civil para as investigações pertinentes. O Instituto Médico Legal foi até o local para a retirada do corpo e demais procedimentos.

Wanderson foi preso no dia 4 de dezembro após confessar ter cometido, no dia 28 de novembro, o assassinato da companheira, de 19 anos e grávida de 4 meses, da enteada, de 2 anos e 9 meses, e de um fazendeiro de 73 anos. Todos os crimes foram cometidos em Corumbá de Goiás. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Tibério Martins Cardoso, a pena de Wanderson, que dependeria do juiz responsável por julgar o caso, poderia chegar a 217 anos.

Isso, porque além da acusação de triplo homicídio, o jovem era acusado de uma lista de crimes cometidos no Maranhão, Minas Gerais e no município de Goianápolis, a 40 quilômetros de Goiânia. As execuções de todas as penas seriam transferidas para Corumbá, para que sejam julgadas junto com os recentes crimes cometidos. No entanto, somente na cidade, a soma dos crimes cometidos (feminicídio, aborto, furto qualificado, porte de arma, homicídio qualificado e latrocínio) poderiam chegar a 112 anos – podendo ser aumentadas em até 45 anos, devido agravantes.

Wanderson também chegou a confessar ter matado um homem no Maranhão, aos 13 anos. À época, namorava uma adolescente e, em determinada ocasião, a menor teria sido agredida pelo tio. Incomodado, o caseiro chamou a atenção do familiar e pediu para que ele parasse de bater na garota. O tio da adolescente pediu para Wanderson ficar quieto, caso contrário o mataria. Wanderson, então, pegou uma faca e assassinou o rapaz.

Em dezembro de 2019, Wanderson foi preso pelo crime de tentativa de feminicídio contra uma mulher, cunhada do pai dele. Como consta nos autos do processo, a vítima recebeu diversos golpes de faca nas costas. A discussão começou após Wanderson chegar em casa alcoolizado e sob efeito de drogas. Wanderson fugiu pulando os muros e ficou preso na Unidade Prisional de Goianápolis, mas ganhou a liberdade em março de 2020. Pelo crime, Wanderson responder por tentativa de feminicídio, e pode ser condenado de 12 a 30 anos de prisão.

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