Novo concurso é passo simbólico para UEG, segundo reitor

Professor Antonio Cruvinel avaliou mudanças na gestão da universidade e falou sobre nova fase de investimentos

Anunciado no mês de maio deste ano, o novo concurso para professores da Universidade Estadual de Goiás (UEG) é um passo simbólico para a universidade, segundo o reitor Professor Antonio Cruvinel. Com 500 vagas para docentes e servidores técnicos, o concurso marca uma fase de reestruturação da UEG, após período de intervenção direta do governo dentro da instituição.

O concurso é o maior da história da UEG e visa abarcar todas as áreas do conhecimento cobertas pela universidade. Além dos professores, a universidade também espera contratar novos técnicos administrativos, especialmente para atuação em laboratórios e atendimentos voltados para a saúde mental de alunos e funcionários.

Nos últimos anos, a UEG perdeu cerca de 700 servidores, cortados após decisão judicial que não permitia a manutenção de profissionais com contratos vencidos, explica o reitor. “Estamos fazendo rearranjos, implementando educação a distância e temos estudos que apontam que as 500 vagas serão capazes de suprir nossas necessidades”, declarou em entrevista ao Jornal Opção. Ele também explicou que atualmente a UEG tem “significativamente quadro de professores de carreira”, com cerca de apenas 25% dos professores do quadro não efetivos. Com o concurso, os substitutos devem ser ser repostos pelos aprovados.

O reitor avalia que a universidade passou por um processo truculento, agravado pela chegada da pandemia. “Isso fez com que toda a universidade fosse afetada. Todos sofreram, mas estamos buscando uma retomada como um todo”. Segundo o professor Antonio Cruvinel, essa retomada passa por alguns pontos definidos após o fim da intervenção do governo e a retomada da autonomia. O Governo de Goiás interviu na instituição em setembro de 2019, após uma crise na gestão, em função de supostas irregularidades no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Agora, as mudanças incluem a proposta de um novo estatuto que, dentre outros, pretende enxergar a instituição de maneira mais ampla. Segundo o reitor, antes um mesmo curso oferecido em diferentes cidades tinha diferentes características, mas agora o projeto é de mais unidade e maior integração. Ainda que o processo seja lento, o reitor reconhece a movimentação como positiva e acredita que o investimento deva transformar a UEG. “Numa instituição de ensino superior, tudo o que acontece é lento, demora quatro anos pra um aluno sair capacitado. É um organismo grande e não dá pra eu dizer que já colhemos frutos, mas estamos no processo”, analisou.

Para ele, o concurso é simbólico exatamente por marcar a intenção do governo de promover a transformação. “O governo acredita que a universidade vai avançar. Em qualquer universidade do país, se você investe em 500 novas pessoas, é porque acredita que vai prosperar”.

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