Novas medidas podem ser implantadas para melhoria do transporte coletivo utilizado a tecnologia do embarque prioritário

Para Adriano da Rocha Lima, o problema do transporte coletivo é a concentração exagerada de demanda em um mesmo horário, por isso a necessidade da distribuição para o embargue dos passageiros

Com a implantação da medida que prevê o embarque prioritário nos horários de pico apenas aos trabalhadores de serviços essenciais no transporte coletivo, o secretário-geral da Governadoria, Adriano da Rocha Lima, afirma que a partir do resultado positivo da medida novas ações, utilizando da mesma tecnologia, podem ser implantadas para resolver de forma definitiva a questão do transporte coletivo na região metropolitana de Goiânia.

“É um tema que eu certamente irei trazer para a pauta. A solução temporária teve uma resposta muito positiva. É um tipo de ferramenta que não devemos parar de utilizar ou só utilizar na contingência desses 14 dias. A tecnologia disponível que está sendo usada nessa priorização pode ser aproveitada em benefício de conseguir distribuir melhor a demanda”, pontuou.

Para Adriano da Rocha Lima, o problema do transporte coletivo é a concentração exagerada de demanda em um mesmo horário, por isso, ele defende a distribuição para o embargue dos passageiros. “O transporte coletivo é tipo de serviço que tem característica de gerar aglomerações em determinados horários e esse sistema de priorização pode ajudar para que os passageiros tenham maior conforto. Mas isso obviamente tem que ser acordado com as empresas”.

A restrição do embarque nos horários de pico da manhã e da tarde foi definida pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) com apoio dos prefeitos dos municípios da Região Metropolitana, Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), empresas e Ministério Público, em uma articulação feita pela Secretaria-Geral da Governadoria (SGG). A medida vale até a próxima terça-feira, 30 , quando se encerra o período de restrição das atividades econômicas estipulado no decreto estadual.

O secretário-geral da Governadoria avalia que o segundo dia da ação gerou melhores resultados. Nesta quarta-feira, 24, os números foram similares ao de terça-feira, com um diminuição de cerca 53% no fluxo de passageiros durante bloqueio na manhã. “Nós já esperávamos isso. A quantidade de problemas foram muito menores, com um resultado bem mais próximo do ideal. O primeiro dia de qualquer mudança é sempre mais confuso. É um misto de novidade e esclarecimentos”.

De acordo com Adriano da Rocha Lima, as reclamações no call center da RMTC foram apenas 28 em universo de 80 mil passageiros cadastrados. “Tivemos problemas pontuais em relação ao CPF cadastrado não ser o mesmo do utilizado pelo titular do cartão e também cartões antigos foram invalidados. Mas todos os esclarecimentos feitos ontem e tivemos uma procura de menos pessoas dentro do horário prioritário”.

Segundo o secretário, outro problema que deve ser reavaliado é em relação as justificativas de profissionais que se consideram dos serviços essenciais. Ao todo, o sistema recebeu cerca de 30 mil justificativas. “Um percentual muito maior que a gente esperava e pode ter ocorrido autorizações de maneira equivocada. Podemos adicionar alguma restrição e cancelar alguns cadastrados”.

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