Novas festas clandestinas são fechadas pela Central de Fiscalização de Goiânia

Nos últimos três dias, equipes flagraram aglomerações em boates e bares e aplicaram cerca de R$ 60 mil em autuações

Novas festas clandestinas são fechadas pela Central de Fiscalização neste fim de semana. | Foto: AMMA

Autuações e interdições de festas clandestinas e estabelecimentos comerciais que descumprem as medidas de combate à pandemia, estabelecidas por decreto municipal tiveram continuidade neste fim de semana, através da Central de Fiscalização Covid-19. Noite da última sexta-feira, 30, equipes da Central flagraram uma boate, no Setor Marista, em plena atividade, com 469 pessoas em seu interior. Outro destaque foi uma festa com quase 200 pessoas, no Parque Bom Jesus.

Apesar de o funcionamento de boates, danceterias, casas noturnas e de shows continuar proibido na capital, desde sexta-feira, 30, equipes da a Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA) flagraram a ocorrência de três festas clandestinas – incluindo as do Setor Marista e a do Parque Bom Jesus –, 74 pessoas sem máscaras e aplicaram cerca de R$ 60 mil em autuações em 16 estabelecimentos comerciais. A Prefeitura de Goiânia ainda diz que foram aplicados 10 autos de infração, duas interdições e uma intimação fiscal. Além das 74 identificadas pela AMMA, 26 pessoas sem máscara foram autuadas pela Guarda Civil Metropolitana.  

Mesmo com o alto número de autuações, a AMMA informa que a quantidade de festas clandestinas e outras aglomerações segue constante desde o mês de março. A multa prevista aos locais flagrados e autuados é de R$ 4.908,30. Os gerentes e proprietários podem ainda ser presos em flagrante por infração aos artigos 268 e 300 do Código Penal.

Descumprimento das medidas sanitárias

Foto: AMMA

Mesmo após ser autuada e fechada, a boate do Setor Marista voltou a funcionar no dia seguinte, resultando na condução do proprietário pela Polícia Militar por crime de desobediência. Ainda no Marista, também na sexta, um bar também foi autuado por produzir música ao vivo sem autorização, além de ter recebido intimação fiscal da Vigilância Sanitária por desrespeito aos protocolos sanitários

No sábado, 1, houve novas interdições e fechamentos, incluindo outro bar no Setor Marista. Segundo relatos, o estabelecimento desrespeitava os protocolos sanitários e a capacidade máxima de ocupação. Outros estabelecimentos reincidentes foram autuados e fechados no Anel Viário, Jardim Europa e Jardim Atlântico. À noite, novos flagrantes em eventos clandestinos, cujas denúncias foram recebidas pelo aplicativo Prefeitura 24horas, 161 da Amma e 153 da GCM.

“O final de semana tem sido de muito trabalho para as equipes de Fiscalização, que flagram profundo desrespeito às determinações municipais e, consequentemente, à vida. Sem essa cooperação não conseguimos vencer a pandemia, precisamos pensar no outro, naqueles que estão retomando as atividades com responsabilidade”, afirma Jadison Tavares, coordenador da Central de Fiscalização. 

O presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA), Luan Deodato Alves, acredita que essas aglomerações festas são motivadas por um conjunto de fatores, que vão desde o começo e o avanço da vacinação contra o coronavírus, e a consequente queda nos números de contaminação e mortes pela doença, até a própria imprudência do jovem, ao querer desobedecer e desrespeitar o Poder Público. “É uma junção de fatores que não serão aturados pela fiscalização. Se a gente a gente não monitorar e não fizer todo o controle, esses atos de imprudência e o relaxamento podem acarretar uma 3ª e até uma 4ª onda da doença. Precisamos barrar ao máximo’, afirmou.

O presidente ainda complementou que a participação de pessoas mais jovens nessas aglomerações é maior e mais recorrente nessas festas clandestinas. “Nas abordagens, são pontuados N tipos de situações pelas pessoas, mas nenhuma justifica o tipo de aglomeração. Estamos vivendo um momento crítico, apesar da melhora nos números de internação e mortes pela Covid-19. Por isso, ainda precisamos ter cuidado e atenção por parte da população.

Fiscalizações

Agente de fiscalização da Vigilância Sanitária. | Foto: AMMA

Atualmente, segundo Luan Alves, que é presidente da AMMA, as fiscalizações partem do princípio da denúncia. A partir dela, é feito uma análise e um mapeamento dessas delações por parte dos técnicos, que após esta etapa vão a campo checar suas procedências. “Algumas procedem, outras não. Chegando lá, tudo depende da situação que o auditor se depara. Tem umas situações mais graves, como a da boate que fechamos neste fim de semana. Toda visita é uma situação atípica e diferente, mas todas as denúncias são conferidas. As fiscalizações sem sido intensificadas e o objetivo é que toda a população cumpra as normativas vigentes pelo decreto municipal”, explica Luan.

“As fiscalizações sem sido intensificadas e o objetivo é que toda a população cumpra as normativas vigentes pelo decreto municipal, por parte da amma da central covid, que participa a secretaria de planejamento, a guarda civil metropolitana e a agencia da vigilância sanitária, é que seja cumprido e que não vai ser tolerado nenhum tipo de descumprimento do decreto

Como denunciar?

Para denunciar situações de aglomeração, é possível basta contatar a Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA), pelo 161, a Guarda Civil Metropolitana (GCM), pelo 153, ou acessar o aplicativo Prefeitura 24 Horas.

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