Nova fase da Lava Jato mira setor de transporte e prende suspeito tentando deixar o país

Polícia Federal adiantou parte da operação, que apura pagamento de propina de R$ 260 mi para funcionários públicos, para impedir que empresário embarcasse para Lisboa

A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta segunda-feira (3/7), mais uma fase da Operação Lava Jato, dessa vez focando em empresários do setor de transporte coletivo no Rio de Janeiro. A Ponto Final, como foi batizada, apura o pagamento de R$ 260 milhões em propina a funcionários públicos do setor de transporte.

No total, foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e três de prisão temporária, sendo que uma das detenções foi feita, na verdade, na noite do último domingo (2). Isto porque a PF prendeu um dos maiores empresários do ramo de ônibus, Jacob Barata Filho, no aeroporto Tom Jobim tentando embarcar para Lisboa, Portugal. Para a PF, ele queria fugir.

Com ele, estava um ofício do Banco Central, encaminhado à Justiça Federal, que falava da quebra de sigilo de investigados na Operação Lava Jato. A polícia acredita que ele teve acesso aos documentos pelo banco Guanabara, que é comandado por ele, e já sabia que estaria entre os alvos da operação.

Além de Barata Filho, os mandados de prisão temporária envolvem também o presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), Lélis Marcos Teixeira, e o empresário José Carlos Lavoura, da Companhia Flores.

O primeiro já havia sido ouvido pela PF na Operação Quinto do Ouro, baseada na delação premiada do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Jonas Lopes. Segundo ele, a Fetranspor pagou mesada aos conselheiros que analisavam seus casos.

Já a Companhia Flores foi apontada pelo responsável por Luiz Carlos Bezerra, responsável por recolher propina para o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) — que teria recebido R$ 122 milhões no esquema — como um dos locais nos quais ele buscou dinheiro.

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