Nova condenação de João de Deus diz respeito às quatro primeiras vítimas

Sentença de 19 anos deverá ser cumprida em regime fechado, por caracterização de crime hediondo

Médium João de Deus, acusado em 11 processos por abuso contra 57 mulheres | Foto: reprodução

A comarca de Abadiânia decidiu nesta quinta-feira, 19, por condenar João de Deus a 19 anos de prisão por crimes sexuais contra quatro mulheres. A primeira condenação recebida pelo médium de 78 anos se refere aos primeiros casos denunciados à Justiça em janeiro.

Desde o início do ano, João de Deus já cumpre prisão preventiva no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia. Além das quatro primeiras vítimas, o processo acumula outras 11 denúncias do Ministério Público (MP), totalizando 57 possíveis vítimas dos abusos.

Apesar de ser a primeira condenação por crime sexual, João de Deus já havia sido condenado pela Justiça por posse ilegal de armas.

Os advogados afirmam que irão recorrer da decisão e, neste momento, leem a sentença para avaliar o melhor caminho. Leia nota do advogado Anderson Van Gualberto:

Concernente à sentença penal condenatória exarada na data de hoje onde se impôs a pena de 19 anos a ser cumprida em regime fechado, a defesa ainda não foi formalmente intimada, mas já adianta que irá recorrer ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, onde apresentará, entre outros aspectos, que a sentença desconsiderou que as vítimas deixaram de representar junto ao Poder Público pela deflagração da Ação Penal dentro do prazo decadencial de 06 meses, requisito legal e exigível como condição de procedibilidade da Ação Penal.

A defesa continuará pleiteando a prisão em regime domiciliar prevista em lei, uma vez que o estado de saúde de João Teixeira é precário, sobretudo porque está com o quadro grave de hemorragia intestinal de causas desconhecidas, picos de pressão arterial, perca significativa de massa muscular (40kg em um ano), dificuldade de mobilidade, situação que quando analisada no conjunto não deixam dúvidas de que João Teixeira de Faria está com quadro de saúde crítico, o que imprime uma pena de contorno cruel e degradante.

 

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