Nova capa do Charlie Hebdo ironiza atentados em Paris

“Eles têm as armas. Eles que se f… Nós temos o champanhe”, diz a charge que estampa próxima edição do jornal. “Não se render ao medo, não importa o que seja”, diz editor

| Foto: Reprodução/GQMagazine.fr

 Capa ainda não foi confirmada pelo jornal | Foto: Reprodução/GQMagazine.fr

O jornal francês Charlie Hebdo, alvo de ataque terrorista no começo do ano de 2015, ironiza, na sua próxima edição, os atentados de sexta-feira (13/11). Na capa, uma charge estampa um homem com furos de bala pelo corpo com os dizeres: “Ils ont les armes. On les emmerde. On a le champagne” (“Eles têm as armas. Eles que se f… Nós temos o champanhe”).

Editor-chefe da publicação, o cartunista Riss afirmou que a capa afirma o sentimento atual da França, que é de não se acovardar. “Sem perceber, os parisienses em 2015 se transformaram nos londrinos dos anos 1940, determinados a não se render ao medo, não importa o que seja. É a única resposta que nós podemos mostrar aos terroristas”, disse ele.

Ainda não há uma imagem oficial da charge no site do Charlie Hedbo, mas a suposta capa foi antecipada por internautas no Twitter, pelo britânico The Guardian e pelo canal francês BFMTV.

Massacre no Charlie Hebdo

O ataque ao Charlie Hebdo foi em 7 de janeiro e acabou com saldo de doze mortos, além de outras cinco pessoas que ficaram gravemente feridas. Entre as vítimas, o editor do jornal e também cartunista, Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb; e os cartunistas Cabu, Tignous, Honoré e Georges Wolinski.

Também foram mortos outros funcionários do jornal, como o economista Bernard Maris, a colunista e psicanalista Elsa Cayat, o corretor Mustapha Ourrad, o editor Michel Renaud e Frédéric Boisseau. Dois policiais responsáveis pela segurança do prédio também acabaram entre as vítimas.

No atentado, dois homens armados entraram no prédio armados de fuzis, espingarda e granadas. O ataque foi uma reação a charges do jornal que ironizavam o profeta muçulmano Maomé.  Eles teriam saído do prédio gritando: “Vingamos o profeta Maomé. Matamos Charlie Hebdo!”.

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