“Nossos hospitais est├úo muito bem. O desafio foi superado”, diz titular da Secretaria estadual de Sa├║de

Nossos hospitais n├úo est├úo apenas bem. Est├úo muito bem. Essa ├® a avalia├º├úo que o Secret├írio da Sa├║de do Estado de Goi├ís, Halim Girade, faz ao citar os investimentos que t├¬m sido realizados pelo governo no setor. Segundo ele, os desafios agora se concentram em criar uma rede adequada para o interior, algo pelo qual a pasta j├í est├í se empenhando.

O secret├írio garante que Goi├ís est├í preparado para enfrentar o risco do ebola e afirma que todos os esfor├ºos necess├írios para minimizar os preju├¡zos provocados pela dengue j├í est├úo sendo realizados. O sucesso que o Estado vem obtendo na sa├║de, diz, est├í baseado na parceria com as┬áOrganiza├º├Áes Sociais, apesar das cr├¡ticas que costumavam ser proferidas pela oposi├º├úo a esse modelo.

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Que avaliação o sr. faz dos investimentos e das obras que a Secretaria de Saúde tem feito nas unidades hospitalares do Estado?

Importante saber que nos ├║ltimos tr├¬s anos houve uma mudan├ºa de paradigma completa. E essa mudan├ºa foi na ├írea hospitalar no Estado de Goi├ís. Isso significa dizer que houve a coragem de tentar resolver em definitivo essa quest├úo. Era um desafio de d├®cadas onde o governo nunca conseguiu prover adequadamente os hospitais do Estado de Goi├ís: Hospital de Urg├¬ncias de Goi├ónia (Hugo), Hospital Alberto Rassi (HGG), Hospital de Doen├ºas Tropicais Anuar Auad (HDT), Hospital Materno-Infantil (HMI), Hospital de Urg├¬ncias de Aparecida de Goi├ónia (Huapa). O governo percebeu que os dois hospitais que estavam sob a ger├¬ncia de Organiza├º├Áes Sociais (OSs), o Hospital de Urg├¬ncias de An├ípolis (Huana) e o Crer — o Crer ├® um hospital de grande ambulat├│rio — estavam indo muito bem. E essa decis├úo de colocar OSs em todos os hospitais mudou o paradigma de uma vez. Foi uma revolu├º├úo que aconteceu. Em poucos Estados voc├¬ vai encontrar uma situa├º├úo em que os hospitais do Estado est├úo bem. Os nossos hospitais n├úo s├│ est├úo bem. Est├úo muito bem.

O desafio foi superado. N├│s sa├¡mos da m├¡dia negativa. Tr├¬s anos atr├ís eu tinha vergonha de levar jornalistas aos nossos hospitais. Hoje eu fa├ºo quest├úo que conhe├ºam e realmente ├® importante ver o que significa esse choque de gest├úo inteligente. Isso proporcionou ao Estado de Goi├ís ter dois hospitais com o selo de qualidade da Organiza├º├úo Nacional de Acredita├º├úo (ONA). ├ë rar├¡ssimo um hospital p├║blico ter o selo de qualidade ONA. N├│s j├í temos dois.

Provavelmente n├│s finalizaremos at├® dezembro com mais dois hospitais. Se um j├í ├® dif├¡cil, imagina finalizar o ano com quatro hospitais com o selo de qualidade ONA, que ├® o maior selo de qualidade em hospitais do pa├¡s. Ent├úo posso te afirmar que no que diz respeito ├á assist├¬ncia hospitalar, hoje ├® a melhor, n├úo s├│ do Estados. Estamos, com certeza absoluta, entre os melhores quanto hospitais privados e p├║blicos no pa├¡s. Eu conhe├ºo, trabalhei em 16 Estados. Ent├úo sei o que falo, tenho conhecimento de causa. Trabalhei com governadores principalmente no Norte e Nordeste. Conhe├ºo muito o Sul, o Sudeste e o Centro-Oeste. No que diz respeito ├á quest├úo hospitalar, est├í resolvido.

E o que tem sido feito pelo interior?

N├│s temos algumas propostas: primeiro ├® fortalecer a rede hospitalar. No interior temos um na regi├úo metropolitana, que ├® Aparecida, um em Santa Helena e um em An├ípolis. Temos ainda, em constru├º├úo, com mais de 50% de obras conclu├¡das, uma unidade em Urua├ºu, e dois hospitais que n├úo eram do Estado, eram do Munic├¡pio, no Entorno de Bras├¡lia: um em Santo Ant├┤nio do Descoberto e outro em ├üguas Lindas. N├│s solicitamos esses hospitais para o Estado, no ano passado e neste ano, recebemos j├í o de Santo Ant├┤nio e j├í retomamos a obra. ├ë uma parceria entre a Secretaria de Estado e o Minist├®rio da Sa├║de. O de ├üguas Lindas foi passado para n├│s neste ano. Retomaremos as obras quando o minist├®rio colocar a parte dele na parceria, e a├¡ colocaremos a nossa.

Então, veja, esses hospitais que eu disse sobre quebra de paradigmas na capital e no interior têm 90,7% de aprovação, segundo pesquisa Serpes. Esse levantamento foi feito com pessoas que conhecem os hospitais: ou pacientes, ou acompanhantes, ou profissionais de saúde.

Quando voc├¬ desagrega e deixa s├│ os profissionais de sa├║de, voc├¬ chega a 97,9% de satisfa├º├úo. Aonde se tem um porcentual t├úo alto? E a pergunta: antes, era quest├úo de incompet├¬ncia? O que estava acontecendo? Por que n├úo conseguiram isso como a Secretaria de Sa├║de conseguiu? A raz├úo ├® simples: as amarrar burocr├íticas n├úo deixam.

Mesmo tendo dinheiro, n├úo deixam a gente desenvolver nenhum processo competente e adequado em um hospital. Ent├úo nosso desafio ├® prover o interior com esses tr├¬s hospitais, junto com a proposta agora para o Entorno Sul, que tem 750 mil habitantes. Ali precisa de um hospital estilo Hugo 2, com certeza. Essa ├® uma das propostas.

A outra proposta ├® retomar a gest├úo de hospitais que eram regionais. S├úo 10. Eles foram constru├¡dos na ├®poca do governo Henrique Santillo. S├úo bons hospitais e funcionavam muito bem, at├® o momento em que os dois governos seguintes municipalizaram, passaram esses hospitais regionais para o munic├¡pio. A Secretaria de Estado da Sa├║de se eximiu de financiar. ├ë l├│gico que o munic├¡pio n├úo tem condi├º├Áes de bancar esses hospitais regionais. Nossa proposta ├® retomar esses hospitais regionais, passar para OSs e fazer parcerias com os munic├¡pios.

Para o fortalecimento do interior temos quatro outras propostas: uma delas ├® prover de leitos de UTI. Em tr├¬s anos n├│s conseguimos colocar 94 leitos de UTI no interior, em Ner├│polis, Rio Verde, Jata├¡, Itumbiara e cidade de Goi├ís. Isso desafoga Bras├¡lia e desafoga Goi├ónia. No total, capital e interior, acrescentamos 270 leitos em tr├¬s anos.

N├│s tamb├®m estamos fortalecendo o interior com Ambulat├│rios M├®dicos de Especialidades, que chamamos de AME. Esses centros, cada um deles ter├í 20 especialidades: cardiologia, endocrinologia, gastroenterologia, oftalmologia, nefrologia, endocrinologia e outros. Isso ├®, ao inv├®s de as pessoas virem para c├í fazer exames ou uma consulta com especialista, eles poder├úo fazer isso no interior.

Tr├¬s AMEs j├í come├ºaram a subir paredes: Goian├®sia, Quirin├│polis e Formosa. Outros tr├¬s est├úo na fase de terraplanagem: Goi├ís, S├úo Lu├¡s e Posse. Nosso desejo ├® chegar a 21. Com isso, se evita que a popula├º├úo que precisa de atendimento de algum especialista pegue estrada, v├í para Goi├ónia, v├í para Bras├¡lia ou outros centros.

A outra ├® o fortalecimento dessas regi├Áes onde estar├úo os AMEs por meio do consorciamento dos munic├¡pios. N├│s estamos promovendo cons├│rcios intermunicipais de sa├║de. Esses cons├│rcios d├úo muito certo em Minas Gerais, no Cear├í e no Paran├í. Ou seja, temos dezenas de cons├│rcios pelo pa├¡s. Estamos come├ºando a fomentar cons├│rcios nesses seis munic├¡pios onde estamos trabalhando. Dois deles j├í foram institu├¡dos. O de Quirin├│polis e o de S├úo Luis dos Montes Belos. Os outros quatro est├úo mais atrasados, mas n├│s estamos no caminho para sua forma├º├úo.

Finalmente, temos a rede Credeq, que ├® o Centro de Refer├¬ncia e Excel├¬ncia em Depend├¬ncia Qu├¡mica. A rede Credeq ├® um projeto in├®dito no pa├¡s, vai ser uma refer├¬ncia nacional, com certeza. Faz parte de um planejamento estadual de enfrentamento ├ás drogas. O Brasil n├úo est├í tendo essa coragem, mas o governo Marconi est├í. Essa ├® uma demanda da sociedade goiana. Uma demanda das fam├¡lias. Elas est├úo exigindo isso e o governo federal est├í titubeando. A maioria dos Estados tamb├®m est├í.

H├í comunidades terap├¬uticas, algumas boas, outras muito ruins. De alguma forma elas tentam suprir o que o governo n├úo faz. Mas o governo Marconi resolveu enfrentar isso. Ent├úo n├│s temos o Credeq de Aparecida, que j├í est├í sendo finalizado, com mais de 97% das obras conclu├¡das, e n├│s temos outros quatro Credeqs no interior: Morrinhos, Caldas Novas, Quirin├│polis e Goian├®sia. Nossa proposta n├úo ├® para o pr├│ximo governo fortalecer o interior. ├ë uma proposta que n├│s j├í iniciamos.

Em suma, te afirmo que nos que diz respeito ├á aten├º├úo hospitalar nos hospitais do Estado de Goi├ís, o que est├í faltando para melhorar ser├í feito com a inaugura├º├úo do Hugo 2, porque o n├║mero de vagas tem sido insuficiente. Isso ├®, ainda h├í uma ou outra queixa, por isso vamos inaugurar o Hugo 2, sen├úo n├úo haveria necessidade.

E com rela├º├úo ├á aten├º├úo prim├íria ela precisa ser fortalecida, ├® algo muito importante e pode chegar a resolver 80% dos casos. Em fun├º├úo disso estamos come├ºando a prover 88 munic├¡pios que est├úo sem ambulat├│rios. Sem exames de urina, de fezes, de sangue. Queremos prover, Identificamos e iniciamos o repasse de recursos para que existam esses laborat├│rios.

É muito promissor o que vem na saúde no Estado de Goiás, porque os resultados de coragem e enfrentamento já podemos sentir agora. Houve uma melhora muito acentuada e a gente espera que no próximo governo deem continuidade para o fortalecimento do interior.

O Entorno do Distrito Federal ├® uma ├írea considerada cr├¡tica no que tange ├á sa├║de. O que tem sido feito pelo Estado naquela regi├úo?

S├úo esses dois hospitais que n├│s tomamos a iniciativa de finalizar. Eles v├úo atender a 450 mil pessoas no oeste do entorno. ├ë muito estranho que o governo federal se exima de fortalecer o entorno. O entorno s├│ existe porque existe o governo federal. Ent├úo, chega perto de 600 mil pessoas que saem por dia do entorno e v├úo servir ao Distrito Federal.┬á O DF tem obriga├º├úo de cuidar dessas pessoas tamb├®m, n├úo pode deixar s├│ para Goi├ís. Elas trabalham no DF, e se elas deixarem de trabalhar, acabam os servi├ºos b├ísicos do DF. O governo federal tem que aplicar muito mais do que propuseram recentemente. Fizeram uma proposta de aproximadamente R$ 7 milh├Áes, algo que nem d├í para come├ºar para fazer um projeto de hospital.

Tem que levar o Entorno com mais seriedade, sen├úo o Entorno vai invadir Bras├¡lia. As pessoas do Entorno j├í fazem atendimento em Bras├¡lia. Agora h├í que se dar toda aten├º├úo necess├íria, financiar as estruturas de sa├║de, e quem pode financiar ├® o governo federal, que fica com 72% dos impostos brasileiros. Essa parceria entre o governo federal e Goi├ís ├® essencial. Mesmo assim, o fortalecimento do programa Sa├║de da Fam├¡lia — que para n├│s foi muito forte no Entorno –, treinamento de qualifica├º├Áes, capacita├º├Áes, o desenvolvimento de estruturas para fortalecer a sa├║de da mulher e da crian├ºa, que ├® o que n├│s fizemos. Falta agora criar estruturas. N├│s assumimos dois hospitais, o de Santo Ant├┤nio e ├üguas Lindas, mas a gente espera sinceramente que o governo federal se corresponsabilize pelo Entorno do DF. ├ë Goi├ís, mas s├│ existe por causa de Bras├¡lia.

A gest├úo por meio das Organiza├º├Áes Sociais s├úo motivo de muitas cr├¡ticas por parte da oposi├º├úo. Qual ├® a vis├úo do pr├│prio governo estadual quanto a esse modelo administrativo? Ele tem dado resultados positivos?

N├úo h├í mais quem tenha coragem de acabar com as OSs. Os candidatos, de uma forma geral, nenhum falou explicitamente que acabaria com as OSs. Se o resultado ├® positivo ou n├úo eu deixo para as pessoas que conhecem os hospitais geridos nesse sistema responderem. 90,7% est├úo satisfeitos. Portanto, a resposta eles devem dar, n├úo eu.

Procure algum hospital privado que tenha 90,7% de satisfa├º├úo, seja qual for. Procure algum outro p├║blico tamb├®m para ver se chega a isso. Ent├úo, n├úo s├│ afirmo que est├í muito bom, e a popula├º├úo que conhece ├® que deu essa nota, como convido quem queira conhecer os hospitais. Fa├ºo isso com o maior prazer.

Apesar disso, em setembro, a Serpes divulgou uma pesquisa em que a Sa├║de aparece como a ├írea mais preocupante no Estado de Goi├ís, na opini├úo da popula├º├úo. A nota m├®dia atribu├¡da ao setor foi de 3,3. Qual a raz├úo dessa avalia├º├úo t├úo negativa, apesar de todos os esfor├ºos que o sr. mencionou?

O 3,3 foi nota para as OSs. Agora, foi dada por pessoas que não conhecem as OSs. Depois dessa pesquisa eles fizeram outra com quem conhece as OSs. Você pode opinar sobre algo que você não conhece. Mas tem grandes chances de errar. Por isso foi feita a pesquisa com quem conhece os hospitais, que são os usuários, os acompanhantes e os profissionais de saúde. A resposta está aí.

Desde o início do ano tem havido uma grande preocupação, no mundo todo, com a epidemia de ebola, que tem assolado alguns países com o risco de se espalhar para outros. Goiás está preparado para lidar com essa situação?

N├│s j├í estamos preparados. Por que te afirmo isso? Dia 8 de agosto houve o lan├ºamento do alerta mundial, pela Organiza├º├úo Mundial de Sa├║de (OMS), informando que existia uma epidemia, sim, de ebola. Era algo muito grave e poderia se espalhar pelo mundo. No dia 11 de agosto n├│s come├ºamos a desencadear um processo de qualifica├º├úo do Hospital de Doen├ºas Tropicais Anuar Auad (HDT). O hospital est├í com seus recursos humanos qualificados, n├│s temos uma enfermaria — e a orienta├º├úo ├® que seja apenas isso — toda bloqueada, prontinha para receber um poss├¡vel portador do ebola, e temos comprados os equipamentos de prote├º├úo, que s├úo chamados de EPI (Equipamentos de Prote├º├úo Individual).

No que diz respeito ao HDT, n├│s estamos completamente preparados. Mesmo por qu├¬ a orienta├º├úo ├® que se for identificado uma pessoa em Goi├ís com ebola, ela vai para o HDT e n├úo fica ali mais do que duas horas. Imediatamente vem um avi├úo da For├ºa A├®rea Brasileira (FAB) e leva para o Rio de Janeiro, para o Instituto Evandro Chagas. Ent├úo, de aten├º├úo hospitalar estamos preparados.

Em rela├º├úo aos munic├¡pios, j├í treinamos 86 deles, o que equivale a aproximadamente 380 pessoas. Mais que isso, nesta sexta-feira (17) treinaremos todo o restante. Todos os 246 munic├¡pios estar├úo treinados. Compramos tamb├®m 700 EPIs. Cada um custa aproximadamente R$ 300, s├úo descart├íveis e mesmo quem usa corre o risco de ser contaminado, como aconteceu na Espanha e na Lib├®ria, mesmo com o equipamento completo.

Devo dizer que estamos preparados. Se chegar um caso de ebola aqui, h├í poucas chances de dissemina├º├úo, a n├úo ser que a pessoa demore a procurar uma unidade. Estamos preocupados que os m├®dicos saibam associar aquela dor de cabe├ºa forte, a febre, o v├┤mito, a dor na musculatura, a fraqueza, que s├úo sintomas gerais, de v├írias doen├ºas, ao hist├│rico do paciente. Ele veio de um dos pa├¡ses que t├¬m ebola? ├ë um paciente que nos ├║ltimos 21 dias teve contato com alguma pessoa que tem ebola? Depois do contato, tem at├® 21 dias para que a pessoa possa desenvolver a doen├ºa. Ent├úo, veja, afirmo que estamos muito bem preparados em Goi├ís.

Goiás sofre periodicamente com os surtos de dengue. Como estão os trabalhos da Secretaria de Saúde para amenizar esse problema?

A dengue ├® realmente um problema nacional e goiano. Eu gostaria muito que n├úo fosse mais um problema para n├│s. ├ë um problema que tem nos desafiado por anos a fio. Lembro que em 1990, h├í 24 anos, eu era secret├írio de Estado aqui e fiz uma campanha contra a dengue. Agora, estou de novo fazendo campanha contra a dengue. ├ë uma doen├ºa que veio para ficar por muito tempo, mas n├úo s├úo aceit├íveis esses n├║meros de casos que temos em Goi├ís. Fazem-se necess├írias as parcerias com as prefeituras. H├í a necessidade urgente de tirar o lixo das cidades.

O lixo ├® um dos maiores problemas para n├│s, porque o mosquito se desenvolve ali. Ent├úo, veja, se as prefeituras fizessem um bom trabalho de limpeza urbana e se as fam├¡lias tomassem os cuidados necess├írios os n├║meros poderia ser menores. O estado tem fornecido os inseticidas individuais, que a gente chama de bomba costal, e tamb├®m os fumac├¬s. N├│s vamos entrar em outro per├¡odo chuvoso, e nesse per├¡odo o n├║mero de casos aumenta, e com isso nossa maior preocupa├º├úo ├® preparar o pessoal da ├írea de assist├¬ncia m├®dica para fazer um diagn├│stico precoce e fazer o tratamento adequado.

Portanto, o tratamento ├® uma corresponsabilidade. Tem parcerias tamb├®m. O governo estadual tem que prover, que ├® algo que n├│s estamos fazendo, n├úo nos falta nada; a prefeitura tem que cuidar dos lixos; e tem a responsabilidade das fam├¡lias e dos profissionais da ├írea da sa├║de. ├ë um desafio que se vence em parceria com a sociedade goiana.

Tem havido uma confus├úo por parte da popula├º├úo, inclusive incentivada em parte pela oposi├º├úo, entre as unidades de sa├║de municipais e as estaduais. De que forma isso tem prejudicado a avalia├º├úo que as pessoas t├¬m a respeito da Secretaria de Estado da Sa├║de e de que maneira pode-se deixar claro o que ├® de responsabilidade de um e de outro?

As nossas unidades est├úo com 90% de aprova├º├úo por quem usa as nossas unidades. Eu gostaria que os Centro de Atendimento Integral ├á Sa├║de (Cais) estivessem tamb├®m muito bem, que n├úo fossem um problema para ningu├®m. Infelizmente o que a gente tem visto pela imprensa ├® que na realidade os Cais ainda n├úo conseguem fazer uma aten├º├úo adequada. Onde que eu sinto que os Cais n├úo fazem uma aten├º├úo adequada? Eu sinto no Hospital Materno-Infantil, por exemplo. No HMI, quando eu passo l├í no s├íbado e no domingo. Voc├¬ v├¬ 40, 50 pais com crian├ºas. Essas crian├ºas n├úo eram para estar ali. O HMI ├® um hospital de refer├¬ncia de alto risco. N├úo era para tratar de uma dor de cabe├ºa ou uma diarreia. Atende, porque n├úo pode negar. Mas atender a essa quantidade imensa prejudica as urg├¬ncias das crian├ºas e das gestantes. Via de regra pergunto para essas fam├¡lias: ÔÇ£De onde a sra. veio? De onde o sr. veio?ÔÇØ. Geralmente a resposta ├® que n├úo havia m├®dicos nos Cais, ou o Cais estava fechado, ou n├úo havia medicamentos.

A popula├º├úo precisa dessa aten├º├úo. Eu gostaria muito que os Cais tivessem atendendo adequadamente, porque a popula├º├úo de Goi├ónia e de Goi├ís precisa desse atendimento. N├│s fazemos a nossa parte. Eu gostaria que tamb├®m fosse feita a mesma coisa em rela├º├úo aos Cais.
Iris Rezende, assim como Marconi, tem uma proposta de regionalização do sistema de saúde. O sr. tem acompanhado as promessas que ele tem feito para o setor? Que avaliação o senhor faz?

Ele fala em Centros de Especialidades, o que nós já estamos fazendo. Enquanto ele está falando, nós já estamos fazendo. Eu disse que tínhamos seis: três levantando paredes e três fazendo terraplanagem. Nós chegaremos a 21.

Ele fala tamb├®m da constru├º├úo de 10 hospitais regionais. Mas foi o PMDB quem acabou com os hospitais regionais. Eles transformaram os hospitais regionais, constru├¡dos por Henrique Santillo, em hospitais municipais. Mas os munic├¡pios t├¬m dificuldade de absorver. Como ele faz uma proposta de realmente fortalecer o interior se quando teve oportunidade o partido dele acabou com os dez hospitais regionais? Como ele faz propostas de Centro de Especialidades… parece que ele n├úo est├í acompanhando aqueles que est├úo sendo constru├¡dos. Como ele faz uma proposta de fortalecer o interior se ele foi o governador que acabou com os agentes comunit├írios de sa├║de aqui de Goi├ís? O programa teve que sair do Estado e ir para a Funda├º├úo Nacional de Sa├║de (Funasa). Ent├úo n├úo me parece que ├® uma coisa muito s├®ria. Gostaria que as propostas dele fossem mais consequentes.

Como est├í a situa├º├úo do Hugo 2 atualmente e qual ├® a expectativa quanto ao desafogamento das unidades de sa├║de que a inaugura├º├úo pode ajudar a propiciar?

O Hugo 2 vem na esteira de desafogar mesmo, e de fazer um atendimento de urg├¬ncia e emerg├¬ncia cl├¡nica. O Hugo antigo, que hoje est├í modern├¡ssimo, ├® um hospital para grandes traumas. E n├│s precisamos de um hospital com essa especialidade.

A emerg├¬ncia cl├¡nica ├® uma apendicite, uma pneumonia, uma gastrite. Isso tem sido encaminhado para a rede conveniada, que s├úo os hospitais privados e os filantr├│picos. Mas tamb├®m n├úo est├úo dando conta. Ent├úo o Hugo 2 dever├í ser inaugurado daqui a algumas semanas. Ele vai atender traumas e tamb├®m a emerg├¬ncia cl├¡nica.

Qual est├ígio n├│s estamos no Hugo 2? Os equipamentos j├í chegaram ÔÇô equipamentos de ponta no mundo. Na realidade o ├║ltimo deles est├í na alf├óndega, j├í aqui em Goi├ónia. Ele est├í ali e logo ser├í encaminhado ao nosso hospital. Todos os outros j├í est├úo no Hugo, estamos em processo de instala├º├úo e em processo de testagem dos equipamentos. O Hugo 2 j├í ├® uma realidade. Est├í sendo finalizada a parte de constru├º├úo e precisamos adaptar alguns ambientes. Estamos na fase final. Espero que tenha um atendimento de excel├¬ncia, e pelo fato de ter sido escolhido o Agir, que ├® a mesma OS, que gere o Crer, eu tenho certeza absoluta que vai receber rapidamente o selo de qualidade ONA, como j├í temos em dois hospitais.

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