Pré-candidato à presidência da OAB-Goiás ainda falou de duas áreas de maior reivindicação da advocacia: prerrogativa e morosidade dos processos

Foto: Renan Accioly
Foto: Renan Accioly

Em constantes trabalhos pelas cidades do interior do Estado e na capital, o pré-candidato à presidente da OAB, seção Goiás, Flávio Buonaduce, destacou que intenção principal do trabalho de renovação é justamente para resgatar o nome da OAB. “Temos que colocá-la no seu devido lugar em relação até a própria necessidade da sociedade hoje”, disse.

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A entrevista foi concedida ao Jornal Opção Online no escritório político do candidato da OAB Forte. De acordo com Flávio, o apoio que tem recebido de presidentes de subseções tem sido extremamente gratificante. “É importante não esquecer do nosso passado e utilizar os problemas que tivemos para reinventar nosso processo”, explicou.

O pré-candidato falou também do Observatório da Advocacia, projeto criado para abrir interlocução com o advogado para que ele se insira de forma real na construção do projeto de gestão. Buonaduce garante que tem recebido frequentemente diversas sugestões e críticas que têm ajudado na construção de ideias novas. “A bandeira do Observatório é fazer com que o advogado participe da construção administrativa e dizer de forma direta o que quer da Ordem.”

O advogado ainda comentou que tem trabalhado em formas para tentar melhorar as duas áreas de maior reivindicação da advocacia: prerrogativa e morosidade dos processos. De acordo com Buonaduce, na área de prerrogativas já foram lançadas ideias dos novos núcleos regionalizados para que o atendimento ao advogado que tenha sofrido algum desrespeito do direito.

Serão 5 núcleos em 5 regiões, com o intuito de proporcionar um atendimento setorizado. Se uma prerrogativa for desrespeitada, por exemplo, em uma delegacia, um advogado da área irá atender — no caso, um profissional criminalista. “Queremos dar maior dinamismo à necessidade de prerrogativa, que é algo que a gente infelizmente vê o desrespeito acontecendo todo dia.”

Em relação à morosidade dos processos, Flávio explica: “Por mais que não tenhamos a caneta na mão para solucionar o problema, usaremos as ferramentas que temos.” De acordo com o advogado, intenção é dar publicidade às estatísticas de julgamento e conclusão de processo. “Enfim, mostrar de forma clara tanto para a sociedade quanto para o usuário do Poder Judiciário qual é a diferença entre um juiz ‘A’, um juiz ‘B’, para ver se a gente cria de alguma forma uma disputa positiva entre eles e que possa propiciar uma aceleração do processo.”