“Nossa educação está sendo jogada no lixo”, diz estudante da rede municipal

Espaço da Tribuna Livre foi ocupada pela aluna Emily Galiza, da Escola Municipal Deushaydes Rodrigues, que pode perder as turmas do ciclo três

Estudante Emily, da Escola Deushaydes Rodrigues, cobrou explicações sobre o fechamento de turmas do ciclo três | Foto: Alberto Maia / Câmara Municipal

A estudante Emily Galiza, da rede municipal de Goiânia, cobrou do secretário de Educação, Marcelo da Costa, respostas sobre o fim das turmas de 9º ano na Escola Municipal Deushaydes Rodrigues, anunciado via comunicado pela Secretaria Municipal de Educação (SME).

“Fomos avisados por meio de um comunicado no último dia 17 de novembro que iriam fechar as turmas de 9º ano com a justificativa de abrir mais vagas para educação infantil, sem dizer para onde iríamos”, disse a aluna na tribuna livre da Câmara Municipal na manhã desta quinta-feira (7/12).

“Não foram respeitosos em momento algum. Disseram que fizeram um estudo de rede e que foi verificada uma maior demanda para educação infantil. Mas esse estudo nunca foi apresentado e a demanda está aqui. Nós estamos sem escola ano que vem. Nossa educação está sendo jogada no lixo”, lamentou.

A Escola Municipal Deushaydes Rodrigues era a única escola da região do Setor Celina Park que atendia à demanda de alunos do ciclo 3. A medida da prefeitura é para atender à Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que determina que todas as crianças de 4 anos de idade devem estar matriculadas em escolas, com possibilidade de imputar ato de improbidade contra a administração que não atender à determinação.

Na Câmara Municipal, a garota também cobrou a não presença do secretário, que foi convocado para comparecer à sessão desta quinta-feira. “Esse secretário irresponsável não se pronuncia. Foi convocado para estar aqui e não está. Cadê a educação dele?”, questionou. A estudante estava acompanhada de Miriam Baltazar, que foi representando os pais de alunos, e do professor Edson Domingos, da rede municipal de Educação. 

Na última quarta-feira (6/12) o plenário da Câmara aprovou requerimento para a convocação do secretário Marcelo da Costa para comparecer na sessão desta quinta. Apesar de o documento estipular data, pela lei o convocado tem um prazo de 15 dias para atender à determinação. Por meio de assessoria, a SME disse que, até a manhã desta quinta, sequer havia sido notificada da convocação.

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