Normas para descarte correto de máscaras de proteção poderão ser implantadas em Goiás 

Matéria, de autoria do deputado Delegado Eduardo Prado, tramita na Assembleia Legislativa com intuito de reduzir os riscos de transmissão da Covid-19 no estado 

Eduardo Prado (PV), autor do projeto | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

Por iniciativa do Delegado Eduardo Prado, a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) protocolou um projeto de lei que estabelece normas para descarte correto de máscaras e outros Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

A matéria foi apresentada com intuito de reduzir os riscos de transmissão do coronavírus (covid-19) em Goiás. No texto, o parlamentar lembra que desde que o estado de calamidade pública foi decretado, a principal medida adotada para evitar a contaminação e controlar a proliferação do vírus foi o isolamento social.

No entanto, com o retorno gradativo das atividades o uso de máscaras de proteção individual foi estimulado, o que tem aumentado o lixo produzido por esses equipamentos de proteção. Segundo ele, o descarte inadequado das máscaras coloca em risco a saúde das pessoas que podem ter contato com esses materiais como trabalhadores que recebem materiais recicláveis, por exemplo.

Para pessoas com suspeita ou infectado com coronavírus, o projeto de lei prevê o seguinte:

  • separar ou segregar para descarte todo o material usado contaminado;
  • acondicionar em lixo comum ou convencional, colocando em sacos duplos, um dentro do outro, com até dois terços de sua capacidade preenchida, a máscara, guardanapo, lenços e EPI’s como protetor ocular, luvas, aventais, capote e macacões descartáveis;
  • uso de lacre ou duplo nó após acondicionar os materiais, garantindo um melhor
    fechamento e isolamento do material dentro do saco;
  • identificar com fitas adesivas, etiquetas, papel, caneta ou outro tipo de
    identificação com a escrita – PERIGO DE CONTAMINAÇÃO e não descartar junto com o lixo reciclável.

Para pessoas em quarentena ou isolamento domiciliar:

  • caso a pessoa esteja na rua e ao chegar em sua residência, o descarte do
    material deve ser feito, se possível, do lado de fora da casa e colocá-lo em um saco
    específico;
  • separar ou segregar para descarte todo o material usado diretamente no lixo,
    preferencialmente, o usado no banheiro;
  • acondicionar em lixo comum ou convencional, em saco separado, a máscara, o
    guardanapo, o lenço e EPI’s como protetor ocular, luvas, aventais, capote e
    macacões descartáveis;
  • não descartar o material junto ao lixo de coleta reciclável.

Risco eminente

Desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) orientou as pessoas a utilizarem máscaras para se protegerem da epidemia de coronavírus, o insumo tem sido amplamente adquirido pela população. Antes, reservado especialmente para profissionais da saúde, hoje, muitas pessoas comuns compram máscaras descartáveis nas farmácias e drogarias.

Conforme mostrado pelo Jornal Opção anteriormente, Embora o Ministério da Saúde (MS) tenha aconselhado o uso de máscaras de pano para a população, para que não falte o insumo aos profissionais, não é incomum que muitas pessoas ainda recorram às descartáveis.

Nair Rodrigues Vieira, diretora administrativa financeira de uma cooperativa de reciclagem nascida na Pontifícia Universidade Católica (PUC), em Goiânia, orienta a população sobre a forma de descarte deste lixo.

“Hora que tirar as máscaras, coloque em uma sacolinha e junte ao lixo do banheiro. Nesse ninguém mexe. O coletor que traz o material para a cooperativa não pega no lixo perigoso. O que nós pegamos, nem chamamos de lixo, mas de matéria-prima. Máscara não se recicla”, recomenda Nair. Clique aqui para ver a reportagem completa.

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