“Nome mais forte seria o de Aava”, sinaliza presidente do PV em Goiás sobre disputa ao governo ou Senado

07 julho 2025 às 18h47

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Presidente do Partido Verde (PV) em Goiás, Cristiano Cunha sugere que o nome da vereadora Aava Santiago (PSDB) é um dos mais fortes para disputar o governo de Goiás nas eleições de 2026. Cotada para disputar o governo ou o Senado em uma chapa de centro-esquerda e centro, a vereadora por Goiânia é avaliada como uma novidade política com força no voto fora da esquerda, além do bom trânsito com o núcleo evangélico.
“Ela tem trânsito em todo lugar e vejo ela com um perfil de centro-esquerda, sem radicalismo”, disse Cunha ao Jornal Opção. Em Federação com o PT e PCdoB, o PV aguarda a consolidação das eleições internas do Partido dos Trabalhadores para definir os rumos da coalização a nível estadual e nacional.
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Conforme mostrou a Coluna Bastidores neste final de semana, o PT tem como nome ideal para a disputa a governador o nome de Marconi Perillo (PSDB). Apesar disso, o comandante do tucanato tem se aproximado de nomes da extrema-direita, como o do senador Wilder Morais (PL).
Apesar de cotar o nome de Aava para o governo, Cunha diz que as conversas dentro da federação Brasil da Esperança sinalizam que a tucana poderia disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. “É uma possível candidata a deputada federal. Para governo eu não tive nenhuma conversa na federação nesse sentido, mas é um bom nome. Não sei se ela abre mão de disputar como deputada federal ou até estadual”, palpita.
De acordo com o dirigente da legenda em Goiás, o PV tem interesse em permanecer na Federação, mas que será preciso “ter uma conversa de realinhamento”. “Nesses quatro anos o PV foi tolido de tudo e não tivemos espaço. O único espaço que tivemos foi no segundo escalão com o Iphan em alguns Estados, quando o natural seria o partido comandar o instituto em todos os estados”, relata.
Cunha aponta que o partido tem buscado nomes para disputar o pleito de deputado estadual e federal, mas argumenta que a composição da chapa da federação com três deputados estaduais e dois federais dificulta a articulação. “Não é qualquer candidato que vai querer formar chapa, ainda mais que tem dois nomes fortes: Edward Madureira, hoje suplente de deputado e o ex-deputado Delúbio Soares para disputar. A chapa está pesada, então se vier para disputar teria que trazer algum mandatário ou algum suplente. Menos de 20 mil votos é impossível”, avalia.
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