No pós-recesso da Assembleia, deputados da base criam coro de reclamações

Parlamentares não descartam possibilidade de oposição se tornar maioria

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A base do governador Ronaldo Caiado (DEM) pode não ser a mesma nesse segundo semestre. Antes do recesso, grupo governista trabalhava com quase 30 votos, porém, recentemente, o deputado caiadista Paulo Trabalho (PSL) estipulou cerca de 22, com algumas possibilidades de retorno.

De fato, algumas conversas de bastidores sugerem insatisfação por conta de falta de atenção e diálogo, em especial, aos parlamentares novatos. O deputado Amauri Ribeiro (PRP), que permanece ao lado de Caiado, afirma que o governador nunca teve uma base sólida na Casa. “Eu tenho sempre falado isso a ele”.

Conforme o parlamentar, existe, sim, risco do governo ter minoria na Assembleia. “Um dos motivos é o governo não ceder a pedidos extrapolados de alguns deputados”, analisa.

Da mesma forma, Vinícius Cirqueira (Pros) diz que tem conversado com seus pares e que percebe uma insatisfação em como o governador tem tratado questões das quais a Assembleia necessita. Apesar disso, ele afirma ser muito cedo para falar em dissidentes. “Esse mês de agosto será fundamental para definir a relação do governo com o Legislativo. Mas o governo tem que melhorar e a oposição tende a crescer”, prevê.

Oposição

Líder da oposição, Talles Barreto (PSDB) afirma que “a oposição está só aumentando. Até no recesso, as ações do governo foram desastrosas. Tem um diálogo ruim com sua própria base”.

Para Talles, o governo não conseguirá passar as matérias polêmicas. “Com vice-líder, terceiro líder, dificilmente terão maioria nas matérias polêmicas”, cita ao lembrar do novo cargo de vice-líder, que caberá a Zé Carapô (DC).

Mas o tucano garante que a oposição feita na Casa será a de bom senso, não contra o Estado, mas contra ações ruins. “Oposição vai abrir os olhos da sociedade sobre a péssima atuação do governo”.

Lêda Borges (PSDB), que também está na oposição, vê um redução da base pela falta de “cumprir o combinado. Caiado não tem cumprido com os compromissos estabelecidos com a base dele. Como nós não temos acordo firmado, continuaremos nos posicionando contrários ao que entendermos e favoráveis ao que for importante para o povo goiano”.

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