No Estado, aproximadamente 50 mil pessoas estão na fila para cirurgias eletivas, diz secretário

Inauguração de 20 leitos no Crer é tida pelo titular como uma das medidas do governo para resolver a situação

“Estado tem uma dificuldade muito grande para realizar esse tipo de cirurgia e acaba focando só nas urgências e emergências”, disse secretário | Foto: Francisco Costa/Jornal Opção

Em entrevista, o secretário de Estado da Saúde, Ismael Alexandrino, disse que, atualmente, em Goiás, mais ou menos 50 mil pessoas estão na fila de espera aguardando vaga para cirurgias eletivas. Para resolver a situação, ele revela que a gestão estadual tem tomado medidas, entre elas, a inauguração de 20 leitos de internação no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer).

Dentre esses, 15 são destinados para reabilitação e cinco para cirurgia. “Com isso, visamos à política de operar eletivas, porque o Estado tem uma dificuldade muito grande para realizar esse tipo de cirurgia e acaba focando só nas urgências e emergências. Mas desde o início da nossa gestão nós temos feito medidas para resolver isso”, disse ao citar as obras do hospital de Águas Lindas e de Uruaçu.

A inauguração está prevista para esta terça-feira, 23, mas a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que os leitos estão funcionando desde o dia 28 de junho. O hospital conta, agora, com 176 vagas para internação, sendo divididas em Posto 1 (26 leitos), Posto 2 (74 leitos), Posto 3 (36 leitos), Posto 4 (20 leitos) e UTI (20 leitos).

Ainda de acordo com a pasta, a medida foi viabilizada pelo investimento de emendas parlamentares. O valor total foi de R$ 1.441.000,00. Desde o início do funcionamento dos novos leitos, o Crer atendeu 24 pacientes, sendo que sete deles receberam alta hospitalar.

Sobre a fila de espera, Ismael disse que esse dado é aproximado porque quem tem o controle são os municípios. Mas que uma projeção do Governo é tomar para si a regulação para que se possa administrar melhor a realização das eletivas.

Repasses

Os seis primeiros meses de gestão também foram marcados por protestos de servidores ligados à organização social que gere o hospital, a Agir, devido a cortes de gratificações e benefícios. A OS, por sua vez, havia alegado redução de repasses por parte do Estado.

Questionado sobre essa questão, o secretário Ismael disse que os repasses estão em dia e que, desde que tomou posse, tem feito o pagamento às OSs sempre dentro do mês. 

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