No Congresso, parlamentares veem possibilidade de adiamento das eleições municipais

TSE ainda não sinalizou mudança de calendário, mas ex-integrantes da corte admitem a possibilidade

Congresso durante plenária / Foto: Reprodução

As campanhas eleitorais, previstas para terem início em 16 de agosto pode sofrer mudanças por conta do novo coronavírus. Com a previsão de um cenário que só começaria a se estabilizar em julho, sem aumento de novos casos, congressistas iniciam um movimento pelo adiamento das eleições municipais.

Caso em julho ainda não esteja autorizada a realização de eventos, as convenções partidárias seriam impossibilitadas. À Folha de São Paulo o presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força (SP) disse que quer debater uma alternativa. “É uma avaliação antecipada, mas que tem que estar no nosso radar. Terça abrimos a discussão para saber o que é preciso juridicamente”, falou.

Léo Moraes (RO), líder do Podemos na Câmara dos Deputados, protocolou uma consulta no Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) para pedir o adiamento das eleições para dezembro. “Não teríamos tempo apropriado para fazer a pré-campanha, campanha e a eleição”, vislumbra o parlamentar, caso a crise se estenda.

Já o senador Eduardo Braga (MDB) disse à Folha que a discussão é prematura. “Poderia levar a uma desaprovação da sociedade”, argumentou. Segundo ele, o melhor é aguardar mais 15 dias.

O deputado delegado Waldir (PSL)  não crê que a Justiça Eleitoral vá alterar o calendários das eleições. “Não é interessante. Há meios de garantir a democracia mesmo em meio a pandemia. Ainda faltam seis meses, melhor aguardar um pouco”, avalia.

Enquanto isso, o TSE não mostrou sinais de mudanças no calendário eleitoral. Em resposta a um questionamento do deputado federal goiano Glaustin Fokus (PSC), que pediu adiamento da data-limite para filiação a um partido político por causa do coronavírus, a corte decidiu, em unanimidade, que não seria possível.

De acordo com o jornal, ex-integrantes do TSE veem a possibilidade de uma eventual necessidade de protelar o pleito.

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