“No Brasil, a vítima tem que morrer primeiro”, diz advogada de Silvye Alves, após juiz decidir pela liberdade de agressor

Darlene Liberato, explicou que a vida pregressa do acusado, livre de antecedentes criminais, pode ter sido um fator a ser considerado. No entanto, não pôde revelar mais detalhes, uma vez que o processo corre em sigilo

Jornalista e apresentadora da Record, Silvye Alves | Foto: Reprodução


Em decisão concedida na manhã desta terça-feira, 22, o juiz Vanderlei Caires Pinheiro, do Juizado da Violência contra a Mulher, arbitrou fiança e concedeu a liberdade do empresário Ricardo Hilgenstieler, que agrediu a jornalista e apresentadora Silvye Alves. O valor da fiança não foi divulgado, uma vez que o processo corre em sigilo, mas Ricardo segue preso até o pagamento do valor estipulado.

Ao Jornal Opção, a advogada de Silvye, Darlene Liberato, explicou que a vida pregressa do acusado, livre de antecedentes criminais, pode ter sido um fator a ser considerado. No entanto, não pôde revelar mais detalhes. Apesar de tanto a delegada responsável pelo caso, quanto o Ministério Público terem pedido a prisão preventiva de Ricardo, Vanderlei não acatou os requerimentos. “No Brasil, tem que morrer primeiro…”, complementou Darlene, quanto à decisão do juiz.

Darlene ainda destacou que, em razão da pandemia, a decisão do juiz foi direta, sem a realização de uma audiência de custódia, apesar de consistir no procedimento padrão de casos de prisão em flagrante.

Os próximos passos do processo, segundo a advogada, ainda não foram definidos, em razão do estado emocional da jornalista Silvye Alves. “Como ela está muito abalada, estamos priorizando sua saúde mental”, afirmou.

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