No aniversário de Goiânia, cidade segue com obras paradas

Infraestrutura da capital, especialmente em relação ao trânsito, ainda é um problema após quase dois anos da gestão Iris Rezende

Marginal Botafogo | Foto: Divulgação

Instalada em maio deste ano na Câmara Municipal, a Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga as obras paradas em Goiânia, conhecida pelo nome CEI das Obras Paradas, está prestes a publicar o relatório final.

O relator, Delegado Eduardo Prado (PV), diz que falta um documento do Tribunal de Contas para que a publicação seja feita. “São planilhas importantes para o relatório. Estou esperando esse documento para fazer o confronto de verbas que foram devolvidas”, frisa.

De acordo com ele, a Prefeitura de Goiânia não repassou documentos da forma desejada e isso atrapalhou o andamento das investigações. “Se dependêssemos do Poder Executivo, não teria nada no relatório.”

Mas, mesmo assim, as idas à Caixa Econômica Federal e ao Tribunal de Contas do Município, além das oitivas realizadas com secretários, engenheiros e donos de construtoras, ajudaram nos trabalhos da CEI.

O vereador afirma que é possível estimar um prejuízo de R$ 200 milhões causados aos cofres públicos em razão de obras paralisadas. Vale ressaltar que algumas foram retomadas após a instalação da CEI, como a Maternidade Oeste e a Casa de Vidro.

A Marginal Botafogo é um dos principais exemplos de precariedade da infraestrutura na capital. A via é alvo de interdições frequentes devido a erosões, o que deve aumentar com a aproximação do período de chuvas e, assim, afetar a locomoção dos motoristas em Goiânia.

As obras do BRT também incomodam os goianienses. Foram retomadas em maio após um longo período de paralisação, mas podem ser comprometidas caso a Prefeitura perca os recursos do Ministério das Cidades. O Paço precisa enviar os documentos necessários para lançar o edital de licitação das obras até o final do ano e o prazo é considerado apertado.

O trânsito, contudo, não é o único problema quando o assunto é obra parada — apesar do aniversário de 85 anos, não há, portanto, muitas razões para comemorar. Ao longo dos últimos meses, a CEI investigou a situação de aproximadamente 40 obras, que vão desde praças esportivas a CMEIs. Veja quais são:

Asfalto em bairros (Residenciais Irisville, Antônio Carlos Pires, Orlando de Morais, Jardins do Cerrado I ao IV, Bertin Belchior I e II, Parque das Nações, entre outros)

BRT Norte-Sul

Canalização do Córrego Cascavel

Casa de Vidro

Construção de 13 CMEIs: Buena Vista III, Jardins Cerrado IV, Grande Retiro, Jardim Real, Solar Ville, Center Ville, Mendanha, Bairro Floresta, Parque Atheneu, Professor Aristoclides, Vila Santa Helena, Vila São José e Jardins Cerrado VII

Construção do Hospital e Maternidade Oeste

Construção dos Centros de Saúde da Família (CSF) Alto do Vale, São Carlos, Itaipu, Riviera e Cerrado VII

Largo do Colégio Lyceu

Marginal Botafogo – da Av. Jamel Cecílio à Av. 2ª Radial

Praça no Jardim Buena Vista

Praça no Jardim do Cerrado

Praças esportivas (Jardim Mariliza, Tempo Novo, Buena Vista III, Jardim do Cerrado IV, e Itaipu)

Reforma e ampliação do Cerest

Reurbanização do Córrego Cascavel no trecho da Avenida Alpes

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