Netflix revela lista filmes já removidos a pedido de governos

Essa é a primeira vez que a plataforma de streaming revela esse tipo de dado. Netflix informa que passará a divulgar lista anualmente 

Porta dos Fundos chegou a ter sede atacada em razão do polêmico especial | Foto: Reprodução

Desde a sua criação, em 1997, a Netflix recebeu apenas nove pedidos de remoção de conteúdo de países nos quais está presente e revelou quais títulos foram removidos. A informação consta em um relatório da empresa sobre as suas atividades em 2019 que foi revelado pelo site de notícias Axios. Essa é a primeira vez que a Netflix revela esse tipo de dado e informou que passará a fazê-lo anualmente daqui em diante.

A questão da censura de um conteúdo é uma questão delicada para empresas de tecnologia globais. De acordo com o Axios, a Netflix explicou que a prioridade é trabalhar para deixar todo o seu conteúdo disponível para seus assinantes em um país.

No entanto, se um acordo sobre o teor de uma produção não é fechado com um governo, a empresa é forçada a atender ao pedido. Isso só acontece depois de recebida uma notificação de censura por escrito das autoridades e depois da análise sobre a efetiva ilegalidade do seu teor.

Entre os países que solicitaram a retirada de produções ao serviço de streaming estão a Alemanha, Nova Zelândia, Singapura e Arábia Saudita. Um dos filmes que foi alvo desse tipo de pedido por parte de Singapura foi o brasileiro “Especial de Natal: Se Beber, Não Ceie” (2018), da produtora Porta dos Fundos. Veja abaixo a lista:

The Bridge, a pedido da Nova Zelândia em 2015;

Nascido para Matar, a pedido do Vietnã em 2017;

A Noite dos Mortos-Vivos, a pedido da Alemanha em 2017;

Cozinhando em 4:20, The Legend of 420 e Disjointed, a pedido de Singapura em 2018;

Patriot Act with Hasan Minhaj, a pedido da Arábia Saudita em 2019;

A Última Tentação de Cristo, a pedido de Singapura em 2019;

Especial de Natal: Se Beber, Não Ceie, a pedido de Singapura em 2019.

 

A empresa lembra que a retirada de um filme a pedido de um governo é restrita aos assinantes daquele território, não atingindo usuários de outros países. (Com informações da Exame)

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