“Nenhum brasileiro terá vantagem sobre outro”, diz ministro sobre plano de imunização contra Covid-19

Em Goiânia, Eduardo Pazuello diz que seguirá exemplo da Inglaterra e pedirá à Anvisa autorização emergencial do uso da vacina para grupos restritos

Foto: Lívia Barbosa / Jornal Opção

Durante visita a Goiânia, onde participou da inauguração oficial do Hospital e Maternidade Célia Câmara, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, falou sobre os próximos passos na corrida pela vacina contra Covid-19.

Pazuello disse que busca entendimento com todas as fabricantes de vacina que se disponibilizarem no país. “Isso está acontecendo. O nosso Plano Imunização é nacional. Nenhum estado da federação será tratado de forma diferente. Nenhum brasileiro terá vantagem sobre outros brasileiros”.

O ministro afirmou que este é um compromisso dele e do presidente Jair Bolsonaro. “A ansiedade faz parte e ela é criada pela própria situação da Covid-19, mas o Governo Federal saberá, na hora certa, se posicionar claramente como tem que ser pra manter a unidade e manter o padrão pra todos nós. A nossa previsão está diretamente ligada a registros e autorizações da Anvisa. Cobrarei pessoalmente a Anvisa para que seja célere dentro de toda responsabilidade, dentro de toda segurança. Mas cobrarei que seja o mais rápida possível em nos dar um registro, nos dar as autorizações necessárias para o uso”.

Pazuello lembrou ainda que não existe no mundo nenhuma vacina que seja registrada e disse que pretende seguir o exemplo da Inglaterra e solicitar autorização emergencial de uso para grupos restritos e com assinatura de responsabilidade individual. “Solicitamos a mesma autorização à Anvisa, mas não é o que consideramos ideal”, ponderou.

Por fim, Pazuello garantiu que o Brasil terá uma vacina individual e voluntária. “Trabalhamos todos os dias em prol da solução do problema”, reiterou.

O governador Ronaldo Caiado (DEM) concordou com a explanação do ministro e lembrou que a única vacina que tem autorização para uso no momento é a Pfizer. “Nenhuma outra tem o uso emergencial, só a Pfizer. E como tal, a vacina será aplicada em grupos de risco, e também com a autorização de quem vai receber. Primeiro vai chegar a Pfizer, mas qualquer outra autorizada vai vir também”, detalhou.

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