“Nem Marconi, nem Caiado”, Lissauer rechaça rótulos e diz que pela primeira vez Assembleia é independente

“De forma equilibrada, o presidente Lissauer busca permanentemente uma convivência pacífica tanto com o governo estadual como com a oposição”, diz deputado

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado Lissauer Vieira (PSB), rechaça os rótulos de que ele seria “marconista” ou “caiadista” e dispara: “Quem busca rotular os outros na política é porque não tem luz própria”. O parlamentar garante que não é “nem Marconi, nem Caiado”, e diz que pela primeira vez a Assembleia Legislativa é verdadeiramente independente.

“Hoje a Alego é, de fato, um poder autônomo e independente”, considera. Tal conclusão é reconhecida por deputados de diferentes partidos, que o elegeram em um projeto de mudança e fortalecimento da Casa.

“Pela conduta política e pelas posições firmes desde que assumiu o comando do Legislativo, Lissauer deixa explícito na sua movimentação no cenário estadual que não é governista nem oposicionista, muito menos ainda que é caiadista ou marconista”, sublinhou o deputado Virmondes Cruvinel (Cidadania).

Outro parlamentar a endossar a posição de Lissauer foi Humberto Aidar (MDB). Segundo o emedebista, é um erro tentar rotulá-lo de forma simplista. “O comportamento do presidente não é de partidarismo, ele tem ações que vão ao encontro de suas convicções e isso reforça o projeto de independência pela defesa do Poder, o qual ele se propôs a conduzir quando, surpreendentemente, ganhou as eleições em 1º de fevereiro”, disparou.

Outro que faz coro contra a rotulagem é o deputado Vinícius Cirqueira (PROS). “De forma equilibrada, o presidente Lissauer busca permanentemente uma convivência pacífica tanto com o governo estadual como com a oposição, mas sem abrir mão da autonomia que caracteriza o trabalho que desenvolve na direção do Legislativo”.

Alguns deputados enumeram, como exemplos de independência, o posicionamento do presidente diante do corte do Passe Livre Estudantil, por exemplo. Outro ponto explorado é a cobrança do presidente quanto ao repasse integral do duodécimo ao Legislativo, bem como suas objeções ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) pleiteado pelo governo Caiado.

Ao mesmo tempo, deputados lembram que, apesar de se posicionar contra algumas medidas de interesse do governo, Lissauer não é um “oposicionista”. Para eles, suas palavras têm sido sempre moderadas e coerentes. Também foi destacado a facilidade que o presidente da Alego tem em reconhecer ações positivas adotadas em favor da população de Goiás”. 

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