Nelcivone não comparece à Câmara Municipal para falar sobre Comurg

O presidente da Comurg informou à líder do governo, Célia Valadão, que não iria devido a “problemas de agenda”

Elias Vaz (PSB), Zander (PSL) e Geovani Antônio (PSDB), da esquerda para a direita / Foto: Alberto Maia

Elias Vaz (PSB), Zander (PSL) e Geovani Antônio (PSDB), da esquerda para a direita / Foto: Alberto Maia

O presidente interino da Comurg, Nelcivone Melo, convidado a comparecer à Câmara Municipal nesta quarta-feira (30/4) não cumpriu o compromisso. Mesmo tendo confirmado na tarde de ontem que iria à Casa responder às perguntas dos vereadores, o presidente informou nesta manhã que não iria devido a uma agenda cheia.  Segundo informações de bastidores, a líder do governo, Célia Valadão (PMDB), teria dito que isso pode ser estratégia para que seja colocado um outro presidente no órgão, tirando a necessidade de que ele se exponha à imprensa e população na Câmara.

O vereador Elias Vaz (PSB) chamou de desrespeitosa a atitude do presidente. O parlamentar abordou por diversas vezes durante a sessão questões referentes à licitação de compra de caminhões, dizendo que são superfaturadas. De acordo com ele, esse problema de finanças da prefeitura é devido aos gastos excessivos. “Uma hora o dinheiro acaba.”

Elias Vaz explicou que foi pedido contrato para aluguel de caminhões com dispensa de licitação, devido ao caráter emergencial. Entretanto, de acordo com ele, o contrato é de três anos, e isso é inviável. “Contrato emergencial de três anos? Isso não existe. Tem que ser menos!” O integrante do PSB ainda questionou a prefeitura quanto à quantidade de caminhões que estão sendo requeridos. “Eu sei que os caminhões são uma necessidade, mas quantos são necessários? Dizem que compraram 40, que estão tendo os eixos arrumados devido à incompetência de quem comprou, que não olhou se o caminhão suportava os compactadores. O Estado disse que irá conceder 20 caminhões para a coleta, e estão falando em alugar mais 40? De quantos vão precisar?”

O problema financeiro da Prefeitura de Goiânia que ocasionou tentativas do prefeito Paulo Garcia (PT) de economizar pode ser uma das questões que causam os problemas da Comurg. Indagado se não deveriam chamar então o prefeito para falar dos problemas do órgão, Elias Vaz sustentou: “Sim, também, mas Nelcivone é presidente da Comurg. Recebe para isso!”

Geovani Antônio (PSDB) foi à tribuna e afirmou que a culpa desta situação é de Paulo Garcia, que de acordo com ele, deixou a cidade ficar no estado em que está. “Hoje fui à feira e quase apanhei da população, que exigia o que é dela de direito; o mínimo que um cidadão merece.” Sobre o contrato de aluguel de caminhões em caráter emergencial, Geovani disse que isso faz parte da “fábrica de contratos”. “Contrata mais gente, não vai pagar e vai só acumulando mais dívida”, sustentou.

Durante a sessão, o ex-petista Djalma Araújo (SDD) fez um requerimento para convidar o prefeito Paulo Garcia para comparecer à Câmara e prestar esclarecimentos sobre a situação da Comurg. Entretanto, Clécio Alves (PMDB) encerrou a sessão por volta das 11h sem votar o requerimento de Djalma. Alguns presentes afirmaram que esta foi mais uma manobra do presidente da Casa.

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Djalma Araújo / Foto: Alberto Maia

“Se não fosse trágico, seria engraçado”

O vereador Elias Vaz apontou algumas questões referentes a Nelcivone que ele chamou de “pérolas”. “Primeiro ele [Nelcivone] fala que vai começar a rodar mais caminhões em junho; depois que a população tem que pegar o lixo e levar para casa se não for recolhido; e agora mais essa de contrato emergencial de três anos!” Para completar, o parlamentar ainda disse: “Olha, se essa situação não fosse trágica, seria cômica.”

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