Nas últimas três semanas, casos de síndrome respiratória aguda grave aumentam 135% no Brasil

Friocruz ainda pontua que todos os estados brasileiros apresentaram sinal de crescimento de casos de Srag mesmo antes das semanas de Natal e Ano Novo, que foram repletas de confraternizações

Boletim Infogripe, da Fiocruz, que tem sido um dos principais termômetros da evolução da pandemia da Covid-19 no Brasil, mostram que casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) tiveram alta de 135% nas três semanas mais recentes, quando comparadas às últimas três semanas de novembro. Com o aumento, o número de casos subiu de 5,6 mil para 13 mil. A Friocruz ainda pontua que todos os estados brasileiros apresentaram sinal de crescimento de casos de Srag mesmo antes das semanas de Natal e Ano Novo, que foram repletas de confraternizações.

De forma detalhada, a Fiocruz explica que em 2022, foram notificados 6,849 casos de Srag, sendo que 1,725 (25,3%) resultaram positivo a algum vírus respiratório. Cerca de 1,7 mil resultaram negativo (26,3%) e pelo menos outros 2,6 mil (38,9%) aguardam resultado de laboratórios. O aumento, segundo o boletim, é principalmente relacionado ao vírus da gripe. A alta de casos é observada em 25 das 27 unidades federativas, em todas as faixas etárias a partir dos dez anos de idade.

Isso, porque nos meses de novembro e dezembro de 2021, houve uma alta de registros de gripe que chegou a ultrapassar os de Covid-19. No entanto, o quadro já se inverteu, de modo que a Covid-19 já voltou a ser predominante. “Os dados relativos ao final de dezembro e primeira semana de janeiro já apontam para a retomada do cenário de predomínio da Covid-19. O cenário de aumento de casos graves, tanto de influenza quanto de Covid-19, anteriores às festas de final de ano sugere que tais eventos podem ter representado risco significativo para a população, especialmente em eventos com muitas pessoas”, diz o boletim.

Isso, porque no início de dezembro de 2021, a Fiocruz já havia emitido um alerta para o crescimento das internações por síndrome respiratória no Brasil, após um período de estabilidade. Para pesquisadores, os dados divulgados pelo boletim devem servir de alerta para que ações de conscientização e proteção contra o coronavírus sejam retomadas, para que o impacto da doença no início de 2022 seja reduzido.

Além disso, os dados do documento mostraram que as faixas etárias de 60 anos ou mais voltaram a ser os grupos com maior incidência de casos e óbitos por Srag semanalmente, com o diagnóstico da Covid-19. O motivo seria devido a queda de imunidade entre os que receberam a vacina contra o coronavírus há mais tempo.

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