“Nas faculdades particulares, os salários são baixos e raros professores têm doutorado”

Diretor da Faculdade de Direito da UFG em Goiânia, Pedro Sérgio dos Santos explica porque a Federal é a única em Goiás a receber o selo de qualidade OAB Recomenda

Advogado Pedro Sérgio | Foto: Jornal Opção

Advogado Pedro Sérgio | Foto: Jornal Opção

Entre mais de mil faculdades de Direito em todo o País, apenas 139 receberam o Selo de Qualidade OAB Recomenda 2015, premiação que contempla as melhores Instituições de Ensino Superior em Direito.

Em Goiás, apenas os cursos da Universidade Federal de Goiás (UFG) em Goiânia e na Cidade de Goiás entraram para a lista. As faculdades nomeadas foram divulgadas nesta quarta-feira (13/1) pela OAB Nacional.

Para o diretor Faculdade de Direito da UFG em Goiânia, o advogado Pedro Sergio dos Santos, isso se deve ao alto nível de exigência da federal, tanto em relação aos alunos quanto aos professores.

“Cerca de 75% dos professores da graduação têm doutorado, os outros têm pelo menos mestrado e apenas um deles, especialização. Nas faculdades particulares os salários são baixos e são raros os professores com doutorado”, explica.

Ele acrescenta ainda que os critérios de avaliação dos alunos da federal são bastante rigorosos. “Na UFG, o nível de exigência é maior antes mesmo de o aluno entrar na faculdade”, afirma o diretor, se referindo à alta concorrência na disputa por vagas no sistema de seleção para ingressar no curso.

Além disso, o diretor ressalta o foco em pesquisa e a exigência em relação aos docentes. “Tanto alunos quanto professores passam por um critério bem mais rigoroso para conseguirem entrar na UFG.  Isso, aliado ao investimento em pesquisa e o incentivo para que os professores atinjam graus acadêmicos cada vez mais altos são os fatores que fazem a diferença no resultado final”.

Avaliação

O selo da OAB reconhece os cursos de direito que atendem aos critérios da instituição. Segundo a Ordem, a premiação tem o objetivo de premiar as faculdades que contribuem com a valorização do ensino jurídico de qualidade.

O presidente da comissão de estágio e exame da ordem da OAB Goiás, Carlos André Nunes, explica que o processo de avaliação usa critérios objetivos, como as notas dos estudantes no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) e a quantidade de aprovados no exame da OAB.

“Não é uma avaliação subjetiva, pois o que contam são os números. Além disso, também não existe um número máximo de faculdades a serem premiadas. Entra na lista quem atinge um certo patamar de qualidade”, completa.

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