“Não vamos debater suposições sobre o que pode ocorrer”, diz líder sobre possível endividamento pós RRF

Questionado sobre dificuldades financeiras após os seis meses de suspensão do pagamento da dívida com a União com o acúmulo de juros e novas contratações, Bruno Peixoto fala em “viver o planejado”

Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

O projeto que mostra a intenção do governo em entrar no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), já aprovado na Assembleia, possibilita, também, que a classificação do Estado suba da letra C para a B, o que permitirá, conforme o líder do governo, Bruno Peixoto (MDB), que a administração estadual contraía novos empréstimos.

Vale destacar que, com essa aprovação e liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o Estado fica desobrigado a pagar por seis a dívida com bancos federais. Porém, ao final do período esta deve ser retomada, com as devidas correções.

Peixoto tem dito que, com a mudança para a classificação B, o Estado terá acesso a crédito e, com isso, será possível quitar a folha de dezembro e não atrasar salários futuros. Além disso, ele pontua que a gestão tem cortado comissionados e reduzido imóveis locados.

Questionado se com esses possíveis novos empréstimos e a retomada do pagamento da dívida com a União no próximo ano haverá dificuldades em cumprir estes compromissos, Bruno diz que é preciso “viver o planejado. Não vamos debater suposições sobre o que poderá ocorrer”.

Secretário de Governo

O secretário de Governo, Ernesto Roller, que tem estado com frequência na Casa de Leis goiana abordou outra questão. Sobre a não necessidade dessa aprovação da intenção de entrada na RRF na Assembleia, ele justificou que esta foi feita por sugestão do próprio ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Não houve ato formal da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) fazendo a exigência, mas foi feito pelo ministério da Economia por conta da decisão judicial [liminar de Mendes]”. Ele ponderou, inclusive, que esta mostra que o governo tem tomado providências para que, ao fim da vigência da liminar, a administração não fosse questionada por inércia.

Tentativa

O Jornal Opção tem tentado por reiterada vezes contato com a secretária de Economia, Cristiane Schmidt, sem sucesso. A titular da pasta tem evitado parte da imprensa e, inclusive, durante sua presença na Assembleia Legislativa, recentemente, para explicar aos parlamentares sobre a RRF, os jornalistas foram retirados dos corredores que dão acesso ao Plenário e ao auditório Solon Amaral, onde ocorreu o encontro – não se sabe, no entanto, a pedido de quem foi feita a remoção.

Nesta quarta-feira, 3, Cristiane chegou a atender um telefonema do Jornal Opção, mas após a identificação deste repórter, a secretária disse que não poderia falar.

STN

Em nota, o STN informou que, “durante esses seis meses, a União honrará as dívidas garantidas do Estado com esses bancos, sem exercer as contragarantias. Juros e correções monetárias vão se acumulando, sim, e terão de ser pagos”.

Ainda conforme o texto, “se ao fim dos seis meses o Estado já estiver no RRF, essa dívida se somará às dívidas do Estado com a União, que também deixarão de ser pagas enquanto o regime estiver vigente.  Sobre todo esse montante correrão juros e correção monetária, a serem pagos quando ele sair do regime”.

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Laura Abrantes

Tem q EXONERAR os cargos em comissão, o Tce tem q ser o primeiro a demitir TODOS. Salários exorbitantes, inúteis, desqualificados porem mantidos. São TODOS da gestão anterior