“Não tenho pretensão de concorrer a nenhum cargo eletivo”, diz Aldo Arantes

Deputado federal constituinte e uma das lideranças históricas do PCdoB goiano, político diz que chegou a ser procurado para voltar às urnas, mas pretende focar na coordenação da ADJC

Deputado federal constituinte em 1988 e terceiro colocado nas eleições para o Senado Federal em 2006, com 115.689 votos, Aldo Arantes (PCdoB) descarta a hipótese de voltar às urnas nas eleições deste ano. O político chegou a ser sondado sobre a sua pretensão, mas, segundo ele, todas as hipóteses serão rechaçadas, seja para concorrer ao Senado Federal, ou para uma das 17 cadeiras disponíveis para a Câmara dos Deputados. Sua ambição é seguir na coordenação da Associação dos Advogados e Advogadas pela Democracia, Justiça e Cidadania (ADJC) e na produção de livros.  

“Não tenho pretensão nenhuma de concorrer a nenhum cargo eletivo. Tenho me dedicado à elaboração teórica, escrevi os livros ‘Reconstruir a Democracia: União de Forças Políticas e Sociais para a Luta Ideológica’, ‘Alma em Fogo’ e ‘Por que a Democracia e a Constituição Estão Sendo Atacadas?’”, livros que foram escritos a partir de 2019, início do mandato do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). 

Apesar da distância e da negativa de ir às urnas, o político afirma que segue na luta pela democracia, seja por meio da escrita, seja por meio da ADJC, no qual atua na elaboração de conferências e nos fóruns da Associação. “O nosso objetivo é a luta pela democracia”, acrescenta o político que segue no Comitê Central (Diretório Nacional) do PCdoB.  

União de forças 

Aldo Arantes diz estar acompanhando a federação do PCdoB com o PV e PT e também as articulações do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSB), em prol de uma união para derrotar Bolsonaro no processo de pré-candidatura do liberal à reeleição.  

Segundo o comunista, ele tem participado ativamente da discutição sobre a federação e diz que o PCdoB tem tudo para se fortalecer com a união que perdurará por quatro anos. “Precisamos nos juntar, não podemos permitir que o presidente Jair Bolsonaro seja reeleito, porque ele é um desastre e é responsável por grandes mortes da Covid-19”, explica.  

Arantes ainda faz questão de ressaltar que a união entre os partidos deve acontecer em Goiás. Segundo ele, o PCdoB, o PT e o PSB precisam se juntar em uma frente ampla de oposição e, diante desta união, a sigla pode começar a pensar em fazer cadeiras, tanto na Câmara Federal, quanto na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). “Tem uma série de condicionantes, mas o partido tem capacidade e, dependendo dos nomes, ao formar uma federação, nos fortalecemos para as eleições”, explica Aldo Arantes.  

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