“Não tem clima para aprovar reforma nenhuma”, diz deputado do PMDB

Marcelo Castro defende que a prioridade agora deve ser a reforma política. Ao todo, três projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados

Deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) | Foto: Foto: Agência Brasil

O deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI), que já foi relator na comissão especial de reforma política em 2015, disse que com a crise política instalada no País após as denúncias envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB), a reforma política é prioritária.

“Não tem clima para aprovar reforma nenhuma, acho que tudo vai por terra. Acho que tem que começar por zero novamente. A reforma política exacerba a sensação de que é necessário fazer uma reforma política. Observemos todas as delações que foram feitas pela Odebrecht. Qual a categoria mais envolvida na propina? Os políticos. Quando os políticos recebiam essas propinas? Nos períodos eleitorais; então, está estabelecido um vínculo entre a propina e as campanhas eleitorais.”

O parlamentar acrescentou que, com o agravamento da crise, pode ser analisado algum ponto que tenha acordo e possa ir a votação. “Para mostrar à população que nós precisamos mudar e fazer uma reforma política para o bem e a para a saúde da política brasileira.”

Apesar de ser do PMDB, Marcelo Castro foi ministro da Saúde de Dilma Rousseff e não apoiou o impeachment da ex-presidente.

Reformas em tramitação

Ao todo, a Câmara dos Deputados debate três projetos de reforma política em três comissões diferentes. Uma delas, que trata de regras eleitorais, sistemas eleitorais e modelo de financiamento de campanha, apreciará um relatório parcial já na próxima semana.

Outra comissão analisa proposta que acaba com a reeleição, altera o tempo de mandato e estabelece a coincidência dos mandatos (PEC 77//03), faz sua primeira reunião também na próxima semana.

Em ambos colegiados, o relator é o deputado Vicente Cândido (PT-SP). Para ele, o eixo central de discussão é o modelo de financiamento e o novo sistema de votações. “Estou priorizando o eixo central, que é financiamento e o sistema de votação. Mas como a gente mexe no sistema todo, estamos trabalhando os pontos mais periféricos.”

Além destas, um terceiro projeto , vindo do senado, será analisado por uma outra comissão ainda a ser instalada. A PEC 282/16, de autoria do senador Aécio Neves (PSDB-MG), proíbe as coligações entre legendas nas eleições proporcionais e estabelece cláusula de desempenho para o funcionamento parlamentar dos partidos.

 

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