Em entrevista ao Jornal Opção, transmitida por live, secretário de saúde pontou medidas adotas pelo estado para conter pandemia

Ismael Alexandrino, secretário de Estado da Sáude | Foto: Fabio Costa

O secretário de estado de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, assumiu a pasta no início do governo Ronaldo Caiado (DEM) e passa pelo maior desafio sanitário dos últimos 100 anos: a pandemia de Covid-19. Em entrevista ao Jornal Opção, transmitida em live na tarde deste sábado, 4, ele pontuou as ações do estado para conter a doença.

Ismael salientou que a estrutura de saúde expandiu de forma significativa, sobretudo com a criação de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) em todas as macrorregiões do estado. Foram mais de 450 leitos abertos, boa parte de UTI. Além de contratação de mais 1900 pessoas e compra de aparelhos e 4 milhões de Equipamentos de Proteção Individual.

A preparação do governo, segundo o secretário era para a forte pressão que virá a partir de julho, e já era prevista. Não somente da capital, mas da interiorização da Covid-19 no estado.

“Esse discurso de que nada foi feito, não é fidedigno. Fizemos muito. Para a estrutura estadual investimos mais de R$ 250 milhões, mandamos EPI para os municípios, compramos ventiladores, direto da fábrica. Do ponto de vista de estruturação o que precisa ser feito, foi. Agora é preciso fazer também a questão comportamental”, aponta.

Chegar ao número de 2 mil leitos de UTI público é impossível chegar em pequeno intervalo de tempo, de acordo com o secretário. Esse número é apontado por estudo da Universidade Federal de Goiás (UFG) como ideal para tratamento dos goianos durante a pandemia.

Isolamento

Sobre o isolamento 14 x 14 proposto pela UFG, Ismael salienta que se não houver adoção em massa pode perder a eficácia. No entanto, reafirma que os municípios têm autonomia para adotar ou não as medidas sugeridas pelo decreto assinado pelo governador na última semana.

“Temos a oportunidade de adotarmos medidas para diminuição do número de óbitos e infectados através de medidas não contidas no estudo da UFG. Como, por exemplo, o uso correto da máscara, álcool gel e outra medidas sanitárias individuais”, aponta. “São atenuantes muito válidos além do isolamento social”, continua.

Ismael reforça que é preciso cuidar da saúde dos trabalhadores para que a economia possa se recuperar de maneira mais rápida possível. O secretário lembra que outros países, que adotaram medidas de distanciamento social, conseguem recuperação econômica de forma mais rápida.

Remédios

Sobre protocolo do tratamento da doença, Ismael afirma que só é possível adotar um protocolo único quando há sabidamente, reconhecido pela ciência, o comportamento da doença e os medicamentos que a curam. Por enquanto, ainda não há nem um nem outro.

Entretanto, a SES utiliza nos hospitais medicamentos dexametazona, corticoide que tem atividade antiinflamatória, e evitam o deslanchar da doença. Ismael critica a adoção indiscriminada e baseada em paixões, sem critérios científicos, de medicamentos.

“Quando está no campo das pesquisa precisamos avaliar caso a caso, sem prescrever de forma indiscriminada. Não se deve fazer política pública de saúde sem validação científica. De forma apaixonada. Precisamos ter equilibrio e que o médico tenha autonomia para prescrever. Ele não pode vender uma falsa esperança. É preciso ter transparência”, diz.

Confira a live completa no Instagram do Jornal Opção.