“Não quero quem não conheço em meu gabinete”, diz vereador sobre processo seletivo

O vereador Felizberto Tavares (PR) também usou a tribuna para pedir alterações no modo que está sendo feito o processo seletivo da Câmara Municipal de Goiânia

Vereador Welington Peixoto durante entrevista | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

Alguns vereadores reclamaram da mudança, que faz parte de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado entre a Câmara Municipal de Goiânia e o Ministério Público Estadual em março de 2017, no qual ficou estabelecido que a Casa passe a selecionar estagiários por processo seletivo.

O vereador Wellington Peixoto (MDB) não concorda com esse tipo de seleção. “Eu não acho justo colocar uma pessoa que eu não conheço, que pode até ser meu adversário político, dentro do meu gabinete”, disse ao informar que apresentou um requerimento para cancelar o último edital.

Ele afirma que vários vereadores fazem coro a sua reclamação. “Penso que recomendação não seja determinação, então se o Ministério Público que essa casa tenha processo seletivo, que entre na justiça. Não podemos aceitar que dentro do  nosso gabinete um órgão externo interfira”, falou ao ressaltar que ideal é que os estagiários sejam escolhidos pelos vereadores.

Já o vereador Felizberto Tavares (PR) usou a tribuna para pedir alterações no modo que está sendo feito o processo seletivo. “Nós tivemos uma péssima experiência dessa turma que foi enviada aos gabinetes, da primeira seleção. Eu mesmo recebi dois estagiários que não tinham perfil nenhum para o tipo de trabalho que iriam exerceu”, desabafou.

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